O resultado de um estudo conduzido no final do ano passado, na qual a tumba na Basílica do Santo Sepulcro, tradicionalmente considerado o local onde Jesus foi sepultado por três dias, acaba de ser revelado pela National Geographic.
Ela é a mais autêntica possível, pelo que é possível se saber pelos métodos atuais, e a melhor aposta conhecida para o lugar certo.
Segundo o estudo, a parte mais interna da tumba foi criada por volta do ano 345, o que quer dizer que é muito provavelmente a que foi feita pelos romanos no século 4, a pedido do imperador Constantino, o primeiro césar a se converter ao cristianismo. "Obviamente, a data é em cheio para o que quer que seja que Constantino fez", afirma o Arqueólogo Martin Biddle, da Universidade de Oxford, à NatGeo. "É realmente notável."

O que tornava a autenticidade da tumba incerta é que todo o prédio original foi posto abaixo em 1009, por ordem do califa egípcio Abu Ali Mansur, chamado pelos europeus de Al-Hakin, O Louco. A construção atual data de 1048, após um acordo amigável com seu filho e sucessor. Sempre pairou a dúvida de que não tivesse sido feita no lugar da original.
Segundo o registro romano, antes da construção de Constantino, o lugar tinha um templo de Vênus ordenado no século 1 por Adriano (r. 117-138) para afogar o culto cristão. Isto é, aquela tumba já era apontada pelos cristãos como a de Jesus enquanto os filhos de seus primeiros discípulos ainda estavam vivos.
Quanto ao que está debaixo da camada romana, é definitivamente uma “prateleira funerária” escavada numa caverna de pedra calcária, como era típico dos judeus ricos do século 1.
Se Jesus esteve lá ou não um dia, está além de nossos meios dizer. Não há algo como marcas de sangue ou DNA sobrevivendo a dois milênios na rocha seca. Ou mesmo se houvesse, não seria prova. Ninguém tem o DNA de Jesus.
Fonte: National Geographic
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