Corpo Humano
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23/01/2018

Falta de higiene bucal pode causar nascimento de bebês prematuros, segundo especialistas

No período da gestação, tornou-se cada vez mais comum o trabalho em conjunto entre diversas especialidades da área da saúde para promover o bem-estar da mãe e do bebê. A odontopediatra, área ainda pouco conhecida, adota cuidados com a saúde da gestante e do bebê, sendo responsável pelo pré-natal odontológico ou odontologia intrauterina.

Segundo Déborah de Carvalho Gimenes, odontopediatra, para beneficiar a saúde do bebê, a gestante deve fazer o pré-natal odontológico, quando receberá orientações sobre o controle da placa bacteriana (hoje chamada de biofilme dentário), por meio da escovação correta, do uso do fio dental e uso adequado do flúor.


A especialista explica que hábitos e doenças da gestante podem prejudicar a formação dos dentes da criança. Ela orienta que sejam realizadas até quatro consultas com orientações odontológicas especiais durante a gravidez.

Quando estes cuidados não acontecem durante a gestação, há riscos de descalcificação da estrutura dental, o que acarreta no surgimento de cáries, causada por bactérias existentes na cavidade bucal e que gera uma transmissão de mãe para filho através da saliva.

Algumas pesquisas científicas apontaram bebês prematuros e com baixo peso em mães que apresentaram saúde bucal insuficiente durante a gestação. Grávidas com o problema periodontal apresentam 3,5 vezes maior probabilidade de terem seus bebês com baixo peso e prematuros, isto pode se sedimentar no fato de mulheres grávidas com problemas de gengiva, e que apresentam níveis acentuados de prostaglandinas, que é um potente indutor de parto prematuro, no fluido gengival.

07/10/2017

Por que a pele fica vermelha e descasca quando ficamos no Sol?

A queimadura solar é causada pela radiação ultravioleta do sol. As células da nossa pele, naturalmente estão sempre se renovando, o organismo se livra delas de tempos em tempos como forma de garantir proteção. Essa renovação é imperceptível, algumas células ficam na nossa cama durante o sono, outras caem durante o banho, enfim... Elas se renovam educadamente!

Quando tomamos sol a radiação atravessa a epiderme – aquela camada mais superficial da pele – e acaba atingindo as células basais da nossa pele. Essa radiação ultravioleta acaba alcançando o núcelo de nossas células da pele e atingem diretamente o DNA. Esse estímulo resulta na produção de um dímero que faz com que o organismo reconheça e desencadeie mecanismos de defesa. 


Isso tudo resulta na produção de melanina para evitar que raios UV prejudiquem mais células da pele. O resultado é o bronzeado ou aquele vermelho-pimentão nas pessoas mais brancas.

Pele-descamando

A reação quase imediata do organismo pode ser tardia e o que resta ao organismo é se livrar de uma vez das células que “adoeceram” com tanta exposição aos raios UV. Isso é necessário porque as células danificadas pelo sol estão em risco de “perder o controle” e se tornar um câncer. Devido a este perigo, todas as células danificadas são instruídos a cometer uma espécie de suicídio por mecanismos de reparo dentro destas células. Este suicídio em massa das células resulta na expulsão de camadas inteiras da pele danificada, para que seja substituídas por outras células novinhas. Assim, ajude seu organismo a evitar o trabalho duro de se livrar de celulas doentes: use bloqueador solar sempre!

04/10/2017

Você sabia que é possível aprender dormindo?

O aprendizado durante o sono sempre foi uma promessa vazia, sem comprovação científica. Mas um estudo realizado pela Northwestern University acaba de provar que, sim, é possível aprender dormindo. Voluntários foram expostos a 50 imagens, mostradas em sequência numa tela. Cada imagem tinha um som associado: a foto de um gato era acompanhada por um miado, uma dinamite por uma explosão, e por aí vai. Em seguida, os voluntários foram dormir.

Quando eles entraram na fase de ondas cerebrais lentas, em que o sono é mais profundo, os cientistas tocaram os sons (o miado, a explosão etc.). Metade dos voluntários ouviu esses sons enquanto dormia. A outra metade não.


Todos foram acordados e passaram por um teste de memória. Quem tinha sido exposto aos sons enquanto dormia se deu melhor – se lembrou de mais figuras e foi mais preciso quanto à posição de cada uma na tela. “Nossos resultados mostram que informações recebidas durante o sono podem influenciar a memorização”, conclui o estudo, que confirmou uma descoberta similar feita por neurologistas alemães.

Isso não significa que seja possível aprender qualquer coisa durante o sono. Além disso, o aprendizado noturno exige que a pessoa tenha contato prévio, acordada, com o que deseja aprender. Ainda não chegou a hora de trocar os livros pelo travesseiro.

25/09/2017

Vigorexia: o transtorno que faz com que homens não consigam parar de malhar

A obsessão por um corpo “perfeito” também é uma realidade masculina. Ainda que a cobrança seja muito mais forte com as mulheres, é cada vez maior o número de homens que lutam incansavelmente para conseguir o “corpo dos sonhos”.

A vigorexia é, basicamente, o nome dado ao transtorno de autoimagem que faz com que muitos homens simplesmente não consigam deixar de fazer musculação, em busca de um corpo com a musculatura extremamente definida – essa prática excessiva de musculação aumentou 45% entre os homens.


Essa é uma questão nova, mas que vem ganhando cada vez mais atenção, como no livro escrito Brian Cuban sobre a autoimagem masculina: “Eu sentia que havia uma falta de compreensão sobre a autoimagem masculina e transtornos alimentares masculinos, especialmente o transtorno dismórfico corporal”, explicou o autor em uma declaração publicada no The Huffington Post.

Preocupação em excesso

Cuban acredita que é importante voltar estudos sobre autoimagem para o público masculino, uma vez que isso sempre foi considerado um problema exclusivamente feminino. Para Kate Fridkis, é preciso aumentar o número de campanhas que valorizam todos os tipos de corpos masculinos, assim como já acontece com o corpo feminino. Ela afirma também que homens deveriam ser incentivados a falar sobre questões de autoestima com mais frequência.

De acordo com Sheri Jacobson, da clínica Harley Therapy, a vigorexia pode ser o resultado de homens que se preocupam demais com a aparência e que acreditam que são defeituosos de alguma forma, sempre acreditando que não estão musculosos o suficiente.


O jornalista e editor da revista Men’s Health, Jonathan Thompson, concorda. Ele diz que os homens estão cada vez mais condicionados a pensar que precisam ter barriga de tanquinho, peitoral largo e braços grandes. Para ele, muitos homens acreditam que uma forma física extremamente musculosa os faria sentir mais bem-sucedidos, atraentes e poderosos.

Outros pontos de vista

No entanto, é preciso não confundir esse transtorno com quem é adepto do fisiculturismo ou com homens que malham normalmente, nos lembra o personal trainer Rob Blakeman. “Existem, é claro, muitas razões pelas quais os homens vão querer parecer excessivamente musculosos”, ele diz, afirmando que o uso de termos “pseudocientíficos” não contribui para nada.

O fato é que a prática de atividades físicas é algo saudável e nos faz bem, especialmente pela liberação de endorfinas; porém, assim como o álcool, é possível que ela se torne um vício, que só não é visto ainda como tal porque traz benefícios para a saúde. A questão é que até mesmo uma coisa saudável, quando em excesso, tem seus efeitos negativos.

No caso das atividades físicas, quando praticamos excessivamente, podemos ter rupturas musculares e problemas de rim e de fígado, por exemplo. Além disso, em termos de saúde mental, há aumento de casos de depressão, agressão e ansiedade entre pessoas que passam dos limites na academia.

Ajuda

O ideal é sempre realizar uma autoavaliação psicológica e tentar descobrir o que pode motivar uma pessoa a malhar em excesso. Geralmente, existem traumas de infância por trás dessa busca obsessiva por um corpo perfeito, e, em alguns casos, a terapia psicológica é uma boa forma de encontrar uma solução para o problema.


Pedir a opinião de amigos e familiares também é uma atitude bastante válida, e se essas pessoas demonstrarem que estão preocupadas, é um sinal de que talvez esteja na hora de pegar leve na academia e, se for difícil demais diminuir o ritmo, buscar ajuda psiquiátrica e/ou psicológica – não há nada de errado em pedir ajuda a profissionais. É difícil aceitar que talvez isso seja necessário, mas essa aceitação é fundamental também.

Igualmente importante é ter sempre em mente que descansar é fundamental para que nosso corpo tenha saúde e consiga recuperar as energias. Tratar a si mesmo como uma máquina nunca é um bom negócio.

Fonte: Megacurioso

22/09/2017

Você sabia que nós humanos podemos literalmente morrer de rir?

Ah, como é gostoso ver alguém rindo e até mesmo quando a gente tem uma crise de risadas. Quase sempre associamos esse fato à felicidade, alegria e momentos divertidos. Rir é contagiante e faz bem à alma. Muito melhor o riso do que o choro, concorda? Bom, nem sempre isso é verdade.


Para quem não sabe, rir em excesso pode fazer mal, trazer graves consequências e acaba levando até à morte. É verdade e isso tem até nome. Chama-se hilaridade fatal, termo adotado em 1956. Existem, inclusive, muitos casos de morte provocadas por crises de risadas desde a antiguidade até os dias de hoje!

Causas e consequências de uma crise de riso

Um estudo recente divulgado pela revista britânica British Medical Journal (BMJ) revelou que o riso em excesso pode causar danos à saúde, pois os tecidos pulmonares se rompem e se dilatam. Isso causa engasgamentos, falta do ar, provoca desmaios, arritmia cardíaca e enfisema, entre muitos outros problemas.


Pessoas asmáticas correm muitos riscos. Uma crise de riso pode ocasionar um ataque ou até mesmo um pneumotórax, que é conhecido também como “pulmão em colapso”. Isso acontece quando ocorre um acúmulo de ar na cavidade pleural. Pessoas com problemas musculares também perdem toda sua força.


A revista Splitsider publicou, em 2011, um levantamento que aponta que 6% da população têm algum aneurisma cerebral e não sabem disso. Essas pessoas correm um sério risco de romper uma veia no cérebro após rir sem parar. A chance de ruptura em pessoas com problemas coronários também é grande, causando um ataque cardíaco e até a morte.

Literalmente, morrendo de rir

Existem algumas mortes históricas e modernas consequentes da hilaridade fatal. O filósofo grego Crisipo de Solis não se aguentou e caiu na risada após dar vinho e figo ao seu burro. Esse literalmente morreu de rir ao ver o bicho comendo e bebendo. A graça disso tudo, ficaremos sem saber.

Por algum motivo, Pietro Aretino morreu sufocado após rir sem parar. Isso aconteceu em 1556. Mais recentemente, em 1975, Alex Mitchell assistia a um episódio de The Goodies e morreu de insuficiência cardíaca após 25 minutos rindo incontrolavelmente. A viúva mandou uma carta para a produção da série agradecendo pelo “final feliz” do marido.

Sorrir ou não sorrir, eis a questão

Porém, existem muitos estudos que comprovam que o ditado está certo: rir é o melhor remédio. Há relatos que uma boa crise de riso diminui o stress, a raiva, a ansiedade, melhora o humor, a autoestima e até mesmo afasta a depressão. Também diminui o sentimento de solidão e a concentração de açúcar no sangue (diabéticos, vamos rir!).

Além disso, o risco de infarto do miocárdio e tensão cardiovascular é muito menor, sem falar que ajudou consideravelmente no aumento da função pulmonar. Não é à toa que a visita de palhaços tem se mostrado eficaz no tratamento de crianças e adultos em hospitais e clínicas de tratamento no mundo inteiro.

Um teste foi feito com mulheres que queriam engravidar e se submeteram a um processo de inseminação artificial. Elas foram divididas em dois grupos: um deles recebeu a visita de palhaços com um espetáculo, o outro não. O processo deu certo em 36% das mulheres que receberam contra 20% das que não viram o espetáculo.

Fonte: O Globo

13/09/2017

Maconha causa mais câncer que o cigarro, segundo estudo

Cientistas da Nova Zelândia, fizeram um alerta: fumar um cigarro de maconha equivale a um maço de cigarros de tabaco em termos de risco de câncer de pulmão. Isso pode chocar muitos adeptos da erva, mas o alerta dos cientistas tem um motivo: uma "epidemia" de câncer de pulmão associada à maconha pode acontecer.

Esse tipo de estudo não é novidade nenhuma, outros já haviam demonstrado que a maconha causa câncer, só que poucos desses estudos estabeleceram um vínculo tão forte entre o uso da droga e a real incidência do câncer de pulmão.

Os cientistas disseram que a maconha lesa mais as vias aéreas porque sua fumaça contém o dobro de substâncias cancerígenas, como os hidrocarbonetos poliaromáticos, em relação aos cigarros de tabaco, em um artigo publicado na revista European Respiratory Journal.

Existe ainda outro fator que colabora para isso, trata-se da forma de consumo. Ela aumenta o risco, já que os "baseados" são normalmente fumados sem um filtro adequado e até a ponta, o que aumenta a quantidade de fumaça inalada. O fumante de maconha traga mais longa e profundamente, o que facilita o depósito das substâncias cancerígenas nas vias aéreas.


"Os fumantes de maconha terminam com cinco vezes mais monóxido de carbono na corrente sanguínea [do que os tabagistas]", disse por telefone o coordenador do estudo, Richard Beasley, do Instituto de Pesquisa Médica da Nova Zelândia.

"Há concentrações mais altas de substâncias cancerígenas na fumaça de maconha. O que nos intriga é que haja tão pouco trabalho feito a respeito da maconha e tanto trabalho sobre o tabaco."

Os pesquisadores entrevistaram 79 pacientes de câncer de pulmão, na tentativa de identificar os principais fatores contribuintes, como tabagismo, histórico familiar e ocupação. Os pacientes responderam sobre o consumo de álcool e maconha.

Neste grupo de alta exposição, o risco de câncer de pulmão cresceu 5,7 vezes para pacientes que fumaram mais de um "baseado" por dia durante dez anos, ou dois "baseados" por dia durante 5 anos - isso já levando em conta outras variáveis, como o tabagismo.

"Embora nosso estudo abranja um grupo relativamente pequeno, mostra claramente que o consumo de maconha por longo prazo aumenta o risco de câncer de pulmão", escreveu Beaseley.

"O uso da maconha já pode ser responsável por um em cada 20 casos de câncer de pulmão diagnosticados na Nova Zelândia", acrescentou ele.

"No futuro próximo, podemos ver uma 'epidemia' de câncer de pulmão ligado a esta nova substancia cancerígena. E o risco futuro provavelmente se aplica a muitos outros países, onde o crescente uso da maconha entre os jovens adultos e adolescentes está se tornando um grave problema de saúde pública."

Fonte: O Globo

30/08/2017

Limpeza errada dos ouvidos com cotonetes pode provocar lesões e até estourar seu tímpano

Limpar os ouvidos com hastes flexíveis (popularmente conhecidas como cotonetes), ato que parece inofensivo à primeira vista, pode causar diversas lesões, até mesmo a perda da audição. Isso acontece porque os canais auditivos são estruturas anatômicas e seu formato nos impede de ver o que estamos fazendo durante a limpeza.

O otorrinolaringologista do Hospital Le Forte, Jamal Azzam, alerta que o mau uso do produto pode causar até mesmo fraturas nos ossos. “Com o cotonete podemos causar desde um machucado na pele do canal do ouvido, até perfuração da membrana do tímpano ou fraturas nos ossinhos do ouvido: martelo, bigorna e estribo”, diz.


As lesões no canal auditivo podem gerar dor, sangramento, audição abafada e zumbido ou chiado no ouvido, de acordo com Azzam. Além disso, os ferimentos podem trazer sequelas como a surdez. Segundo ele, a perda de audição é causada, entre outros fatores, por problemas no ouvido médio, como a perfuração da membrana do tímpano. Normalmente o organismo consegue reconstituir a membrana em até 60 dias, mas se isso não acontece, é necessária uma intervenção cirúrgica e as chances de o dano ser definitivo são grandes, complementa.

“Tive um caso inusitado no qual o pai de uma criança de três anos estava deitado dormindo quando ela pegou o cotonete e enfiou dentro do ouvido dele, perfurando a membrana”, conta o médico. Neste caso, o homem ficou parcialmente surdo e precisou ser operado para que sua audição voltasse ao normal.

A cirurgia é indicada nos casos mais graves, mas o otorrinolaringologista pode prescrever antibióticos para o tratamento quando a lesão é mais branda. Para evitar essas complicações, Azzam ensina qual a forma correta para higienizar os ouvidos e orelhas. “O método correto é não introduzir nada além da entrada do canal auditivo. Somente colocar um pedaço de pano ou papel higiênico no dedo e passar por fora, até a entrada do ouvido”.

Soluções eficientes 

Um dos motivos que levam ao uso indevido das hastes flexíveis é a sensação de acúmulo de cera no canal auditivo. O principal sintoma é a audição tampada e, nestes casos, o especialista indica uma consulta médica. “A única forma que existe é uma avaliação médica com otorrinolaringologista para que possa ser detectado se o problema é a cera e, se for, só o medico pode retirar”, alerta.


A coceira, em pacientes com alergia, também pode causar o uso indevido. Uma solução neste caso é limpar o local com óleo de amêndoas, mas, se o sintoma for recorrente, deve-se procurar um otorrinolaringologista. Se cair água dentro do canal auditivo, o médico indica aguardar de um dia para o outro, pois “a água normalmente evapora nesse período, desentupindo o canal”. Se isso não acontecer, é necessário recorrer ao médico.

 “Receitas das avós”

É importante tomar bastante cuidado com as receitas caseiras para aliviar dor, desentupir e limpar o ouvido. Azzam afirma que colocar algodão com azeite ou pingar álcool dentro dos ouvidos não são procedimentos corretos. Entretanto, para aliviar a dor, nossas avós acertavam quando esquentavam um pano seco e colocavam na região das orelhas.

Fonte: Band

04/08/2017

Vício em café pode ser considerado um transtorno mental, segundo estudo

Cientistas descobriram mais um malefício do excesso de café no corpo humano. Uma nova pesquisa afirma que o excesso de cafeína pode causar transtorno mental temporário e síndrome de abstinência.

O estudou foi publicado na nova edição do Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders. O periódico é considerado um manual de referência para psicólogos e psiquiatras no tratamento de doenças mentais.

Entre os sintomas da intoxicação estão inquietação, nervosismo, excitação, rubor, desconforto gastrointestinal, espasmos musculares, confusão na fala, insônia e alteração do ritmo cardíaco. Quem exagerou no café e sofre cinco ou mais desses sintomas pode estar com intoxicação.


Para aliviar o problema é preciso cortar o consumo, que também tem algumas complicações, como fadiga, dor de cabeça, dificuldade em se concentrar e depressão leve. Esses sintomas de abstinência de cafeína são transitórios.

Alguns especialistas consideram a inclusão da intoxicação e da abstinência no manual um exagero. Mas o psicólogo Alan Budney explica que a sociedade precisa ficar atenta aos efeitos da cafeína, que está cada vez mais presente na rotina das pessoas.

Segundo o especialista, o tópico exige seriedade, mesmo que seja uma questão controversa. Alguns consumidores podem não estar cientes da dependência física causada pelo café.

A cafeína é uma das substâncias mais usadas no mundo para aumentar o desempenho. O estimulante de sabor amargo acelera o sistema nervoso central, o que faz a pessoa se sentir acordada, alerta e com mais energia.

Mas vale ressaltar que a cafeína não é a única substância que causa intoxicação. Esse tipo de transtorno está associado também ao uso de álcool, nicotina, maconha e alucinógenos. O uso dessas substâncias podem alterar o comportamento, os processos mentais e causar sintomas físicos.

Fonte: Exame

28/06/2017

Como um osso quebrado se regenera?

Aqui no site da Curiozone você já ficou sabendo por que o pênis encolhe no frio, ficou sabendo quantos espermatozóides são produzidos por um homem e até descobriu que rir é o melhor remédio, hoje chegou a vez de você conhecer mais sobre o corpo humano e entender como um osso pode se regenerar. No artigo de hoje você vai ver que no osso em até duas semanas, o "calo", formado por tecido fibroso e cartilaginoso, consegue unir as extremidades da fratura com a parte intacta do osso.


Quando um osso se quebra, os vasos sanguíneos em seu interior se rompem, causando sangramento e a formação de um coágulo. O local inflama, mas, em 24 horas, as extremidades dos vasos rompidos são vedadas, estancando quase por completo a hemorragia.


A região da fratura fica cheia de pedacinhos do osso quebrado e tecidos mortos, que são removidos pela ação de células chamadas osteoclastos. Elas fagocitam (“comem” e “digerem”) esses fragmentos. O processo pode durar semanas, dependendo do tamanho da lesão.


Desde as primeiras horas após a contusão, também entram em ação os angioblastos, células responsáveis pela formação dos vasos sanguíneos. Elas darão origem a novos vasos dentro do osso e irão reparar outros que se romperam com a fratura.


Ao mesmo tempo, a medula óssea começa a se regenerar. Composta basicamente de sangue e gordura, ela fica dentro do canal medular do osso, que vai sendo preenchido por novas células.


A reconstituição óssea em si se dá a partir de duas membranas bastante vascularizadas: o periósteo e o endósteo. Enquanto o periósteo envolve por completo os ossos, o endósteo é uma camada mais fina que os reveste internamente.


Tanto o periósteo quanto o endósteo têm capacidade de produzir as células chamadas osteoblastos, que darão origem ao tecido ósseo. Um ou dois dias após a fratura, os osteoblastos já começam a invadir o interior e a superfície do coágulo.


A deposição de osteoblastos no local da fratura leva à formação do calo ósseo, que surge tanto externamente quanto internamente. Enquanto isso, o coágulo vai diminuindo, pois as células que o formam continuam sendo “devoradas” pelos osteoclastos.


Em até duas semanas, o calo, formado também por tecido fibroso e cartilaginoso, consegue unir as extremidades da fratura com a parte intacta do osso. Em seis semanas, a fissura desaparece.


A fase seguinte, que pode durar meses, é a da consolidação, quando ocorre a calcificação do osso. O cálcio, que confere resistência aos ossos e chega ao local pela corrente sanguínea, ajuda a reparar de vez o estrago.


A etapa final e mais longa da regeneração óssea – pode levar até dez anos – é a remodelagem. Os osteoclastos atacam de novo, “lixando” a superfície do osso para reduzir o calo. Ao final, a área da fratura, que até então permanecia mais suscetível a quebras, volta a ter a resistência de antes.

Curiosidades sobre o osso

O osso é um dos poucos órgãos capazes de se regenerar por conta própria. Mas, claro, ele não faz mágica. É por isso que, na maioria das vezes, é preciso uma ajudinha médica para que eles colem na posição correta. É quando entram em ação o bom e velho gesso e, em casos mais graves, os pinos de metal.

Muita gente que já sofreu alguma fratura reclama de dores no local quando o tempo esfria. Isso ocorre porque, em geral, a elasticidade da área que quebrou e do resto do osso fica diferente. Nas mudanças de temperatura acaba rolando um estresse nessa região, o que causa a dor.

Ilustrações por: Lauro Henriques Jr./Mundo Estranho

03/06/2017

Por que o pênis encolhe quando está frio?

Todo homem já viu seu pênis "encolhido" depois de um banho gelado, um mergulho em uma piscina com água mais fria ou a ser exposto a baixas temperaturas. O fato é muito comum e natural. Mas você sabe por que isso acontece?

Uma das tarefas mais importantes do corpo humano é preservar calor e energia. Quando está frio, os vasos sanguíneos direcionam os esforços para manter o fluxo de sangue para o meio do corpo, onde estão nossos órgãos vitais, como como coração e pulmões. Com isso, há uma redução da circulação sanguínea nas extremidades, como os dedos da mão e dos pés e também do pênis. Como o órgão é constituído de uma estrutura basicamente vascular, com a diminuição da tem, sofre vasoconstrição, assim como os outros vasos sanguíneos do corpo, o que contribui para o seu encolhimento.

Além disso, com as temperaturas baixas, nossos músculos também se contraem para reter mais energia. A diferença é que, enquanto a maioria deles é sustentado por uma estrutura óssea que evita um grande encolhimento, o pênis não. E por ser elástica, a pele do órgão, com a contração, fica com uma aparência "enrugada".

Durante o frio, os testículos também precisam ficar próximos ao corpo para se manterem aquecido. Para isso, um músculo chamado cremaster —que envolve toda a bolsa escrotal e a base do pênis— se contrai. A contração dessa musculatura leva a uma diminuição do saco escrotal e também da base peniana.


Pode parecer bizarro, mas esse "encurtamento momentâneo", que pode ser de até 50% do tamanho e 30% da circunferência, têm seus benefícios —pelo menos, biologicamente falando. O encolhimento da bolsa escrotal deixa os testículos menos expostos. Isso faz com que eles não esfriem, garantindo os espermatozoides vivos em condições ideais de temperatura.

Felizmente, o encolhimento não dura muito tempo. Assim que a temperatura aumenta, o corpo sai do estado de "economia de energia" e o sangue volta a fluir livremente (inclusive em direção ao pênis).

Mas ele só encolhe no frio? 

Para alguns homens, o pênis encolhe também quando tomam um susto. Para ativar o sistema de proteção do corpo diante de uma situação inesperada (o susto), nosso cérebro ordena a liberação de uma descarga de adrenalina na corrente sanguínea, um hormônio produzido nas glândulas suprarrenais que tem a função de preparar o corpo para o perigo. 

Essa descarga provoca, entre outros efeitos, a elevação da pressão arterial, o aumento do fluxo de sangue nos músculos e a aceleração dos batimentos cardíacos (daí a expressão "meu coração quase saiu pela boca"). Além disso, a adrenalina estimula a contração dos vasos sanguíneos, que serve para melhorar a irrigação do sangue para órgãos vitais, como o cérebro e o coração. Bom, a essa altura você já deve ter percebido que, mais uma vez, vai faltar sangue lá para as partes baixas.

Fonte: UOL

16/01/2017

Indivíduos com múltiplas tatuagens têm melhor sistema imunológico, segundo estudo

Um estudo realizado por um trio de pesquisadores da Universidade do Alabama, nos EUA, trouxe uma boa notícia para quem curte tatuagens. Ao que tudo indica, indivíduos que se tatuam com frequência apresentam melhores respostas imunológicas contra infecções comuns. 

Conduzida pelos professores de Antropologia da universidade, Dr. Jason DeCaro e Dr. Christopher Lynn, estudiosos da neuroantropologia - ou seja, como a cultura interfere neurologicamente no corpo humano -, a pesquisa contou com a contribuição da ex-aluna da universidade Johnna Dominguez, responsável por pesquisar e coletar saliva de clientes de estúdios de tatuagem das cidades de Tuscaloosa e Leeds. 

As amostras, colhidas antes e depois dos voluntários serem tatuados, indicaram que quem é frequentemente submetido a sessões de tatuagem passa por reações imunológicas semelhantes a dos praticantes de musculação:

"A resposta do corpo às tatuagens é semelhante ao da musculação quando praticada por um sedentário", diz Lynn ao site da universidade. "Inicialmente, os músculos ficam machucados, mas se você continuar, eles se recuperam com o tempo. Depois da resposta ao estresse seu corpo retorna a um equilíbrio. No entanto, se você continuar estressando seu corpo continuamente, em vez de ele retornar ao ponto inicial, ele fica mais forte".


Na saliva coletada, os pesquisadores mediram os níveis de imunoglobulina A - anticorpo responvável pela 'batalha' contra infecções comuns, como a gripe - e de cortisol, hormônio do estresse conhecido por suprimir a resposta imunológica das pessoas. 

Os níveis de imunoglobulina A caíram significativamente nas pessoas que fizeram sua primeira tatuagem - efeito esperado devido aos imunossupressores do cortisol -, uma resposta ao estresse do procedimento. Porém, o anticorpo diminuiu muito menos entre as pessoas que se tatuavam com frequência. Ou seja, uma tatuagem isolada é capaz de baixar a imunidade das pessoas, mas a visita frequente à mesa do tatuador pode contribuir para evitar um resfriado, por exemplo.

O estudo foi publicado no 'American Journal of Human Biology'. Quem quiser tirar mais súvidas pode entrar em contato com o professor Dr. Christopher Lynn, através do e-mail cdlynn@ua.edu. 

Fonte: O Globo

14/01/2017

Conheça Matthew Hogg, o homem que fica eternamente bêbado mesmo sem nunca beber

O americano Matthew Hogg, de 34 anos, sofre de uma síndrome rara de fermentação intestinal que faz com que ele fique bêbado ao consumir alimentos como carboidratos e doces. Esse processo de embriaguez sem ingestão de álcool ocorre porque há em seu intestino delgado um supercrescimento de leveduras, que acabam produzindo etanol.

Segundo os médicos, ainda se sabe muito pouco sobre essa doença, mas uma série de casos já tem sido citada na literatura. Por causa de sua condição, Matthew normalmente acorda de ressaca e sofre de exaustão constante, segundo o site do jornal britânico "Daily Mail". Além disso, ele tem "intoxicação crônica por álcool" e uma doença no fígado, resultantes da frequente fermentação intestinal.


Para evitar o problema, que levou mais de 20 anos para ser diagnosticado, o americano mantém uma dieta natural à base de carnes, peixes, ovos, legumes, nozes, água e chá de ervas. Esse hábito não elimina totalmente os sintomas do americano, mas alivia um pouco a situação – agravada por comidas como arroz, batata frita, sanduíches e refrigerantes. Matthew diz que, para ele, uma única porção de arroz equivale a três garrafas de vinho.

O americano também conta que, durante a adolescência, ele era teimoso e insistia em ir a festas e consumir álcool. Mesmo sem beber, porém, ele apresentava sintomas como tontura, náusea e agressividade com colegas de classe. Seus médicos chegaram a insistir para que ele procurasse um psiquiatra, por faltar demais à escola. Mas o paciente acabou buscando ajuda com especialistas em Londres e no México.

A família de Matthew gastou todas as economias que tinha, de cerca de R$ 177 mil, até que o jovem fez um exame de sangue que apontou níveis elevados de etanol e outros álcoois, indicando supercrescimento bacteriano no intestino delgado.

Apesar do diagnóstico já ter sido feito, o americano é incapaz de se manter em um emprego e seguir sua carreira de terapeuta nutricional. Ele acaba ficando em casa, onde mora com a namorada Mandy Taylor, mas não se mantém parado: resolveu criar um site para ajudar outras pessoas com a doença. Mandy segue a mesma dieta de Matthew, para acompanhá-lo e não deixá-lo passando vontade.

Fonte: G1

03/12/2016

O princípio psicoativo da maconha pode provocar sintomas de esquizofrenia em indivíduos sãos, segundo estudo

O consumo de maconha está associado a alterações na concentração e na memória que podem causar problemas neurofisiológicos e de conduta, foi o que indicou um estudo publicado pela revista Journal of Neuroscience. Os pesquisadores descobriram que a atividade cerebral fica descoordenada e inexata durante os estados de alteração mental com resultados similares aos observados na esquizofrenia.

O estudo, conduzido por cientistas da Universidade de Farmacologia de Bristol, na Inglaterra, analisou os efeitos negativos da maconha na memória e no pensamento. Segundo eles, a droga pode provocar redes cerebrais “desorquestradas”.


Matt Jones, um dos autores da pesquisa, equiparou o funcionamento das ondas cerebrais ao de uma grande orquestra na qual cada uma das seções vai estabelecendo um determinado ritmo e uma afinação que permitem o processamento de informações e que guiam nosso comportamento. Para comprovar a teoria, Jones e sua equipe administraram em um grupo de ratos um fármaco que se assemelha ao princípio psicoativo da maconha, a cannabis, e mediram sua atividade elétrica neuronal.

Embora os efeitos nas regiões individuais do cérebro tenham sido muito sutis, a cannabis interrompia completamente as ondas cerebrais através do hipocampo e do córtex pré-frontal, como se as seções de uma orquestra tocassem desafinadas e fora de ritmo. Jones indicou que estas estruturas cerebrais são fundamentais para a memória e a tomada de decisões e estão estreitamente vinculadas à esquizofrenia.


Os ratos se mostravam desorientados na hora de percorrer um labirinto no laboratório e eram incapazes de tomar decisões adequadas. “O abuso da maconha é comum entre os esquizofrênicos, e estudos recentes mostraram que o princípio psicoativo da maconha pode provocar sintomas de esquizofrenia em indivíduos sãos”, explicou Jones.

E você, o que achou dessa nova descoberta da ciência? Deixe seu comentário abaixo.

Fonte: Revista VEJA

13/11/2016

Porque consumir carne vermelha também pode te fazer muito mal

Se você tem amigos vegetarianos, com certeza eles já te alertaram dos males que a carne vermelha pode causar. Apesar de todos nós sabermos muito bem que uma alimentação balanceada é boa pra saúde, há quem diga que o consumo de carne faz muito mal, isso porque entre outras coisas, as verduras e os legumes seriam uma melhor opção. Mas até que ponto nossos amigos vegetarianos estão corretos?

Tudo em excesso faz mal e com o consumo excessivo de carne vermelha, não é diferente. Além de problemas no coração, já foi comprovado que o consumo excessivo de carne vermelha também aumenta a probabilidade da ocorrência de alguns tipos de câncer. Seu consumo também está ligado a doenças como a diabetes, artrite e hipertensão.

A carne vermelha também é naturalmente mais gordurosa, resultando em uma ingestão maior de calorias e que pode resultar na obesidade. Existem relatos inclusive de que cortar carne vermelha da dieta já ajudou pessoas a perderem quase 20 kg.


Nos últimos 30 anos, as autoridades dos Estados Unidos vêm aconselhando os americanos a diminuir a ingestão de carne vermelha e manteiga por causa de suspeitas de que a gordura saturada presente em grande quantidade nesses alimentos aumenta a taxa de colesterol e, com isso, causa ataques cardíacos. O conselho virou norma no mundo todo – a Organização Mundial da Saúde e vários governos adotaram a política de reduzir a gordura saturada. Tudo muito bom, só que tem algumas peças que, mesmo após três décadas de pesquisas, continuam não se encaixando no quebra-cabeças.

Uma delas é a Europa mediterrânea. Lá, desde que terminaram os rigores da Segunda Guerra, o consumo de carne vermelha tem aumentado. Pois bem: a taxa de doenças cardíacas diminuiu no mesmo período. E a França? O país da pâtisserie, fã ardoroso das carnes vermelhas de todo tipo, onde qualquer almoço começa refogando o que quer que seja em manteiga derretida, tem uma das mais baixas taxas de mortes por ataque cardíaco do mundo.

No ano passado, Gary Taubes, correspondente da revista americana Science e um dos principais escritores de ciência do mundo, escreveu um longo artigo no qual classificava o medo da gordura saturada como “dogma”. Taubes afirma que, mesmo com tanta pesquisa, não há prova de que gordura saturada e enfartes estão ligados. E vai além: diz que a propaganda do governo só serviu para fazer com que os americanos comessem mais – ao evitar a gordura, eles acabavam ingerindo mais carboidratos, mais açúcar, para manter a quantidade diária de calorias (o corpo tende a reclamar quando as calorias são insuficientes para saciá-lo – isso se chama fome). Resultado: o índice de obesidade passou de 14% para 22% no país. E obesidade, sabidamente, é um sério fator de risco para doenças cardíacas.

A maior parte do mundo médico ainda acredita na malignidade da carne vermelha e da manteiga. (“Não tenho dúvidas da relação entre gordura saturada e doenças cardiovasculares”, afirma o nutricionista argentino Cecílio Morón, oficial da agência da ONU que cuida de alimentação, a FAO. Denise Coutinho, que coordena a política de nutrição do governo brasileiro, repetiu quase as mesmas palavras.) Mas o artigo de Taubes serviu para mostrar que nutrição não é baseada numa relação simples de causa e conseqüência, tipo “mais carne, mais ataques cardíacos”.

É por isso que em tudo deve haver um balanceamento, já que o consumo em excesso de legumes pode fazer mal, mas comer muita carne vermelha também não vai te fazer muito bem. E você, vai ficar no Team Brócolis ou Team cheeseburger? Faça sua escolha e deixe nos comentários

18/10/2016

Um estudo indicou que acordar cedo é o equivalente a ser torturado

A maioria das pessoas tem dificuldade para acordar cedo. O que muita gente considera apenas preguiça, tem explicação científica. Conforme o pesquisador Dr; Paul Kelley, da Universidade de Oxford, obrigar as pessoas a trabalharem e estudantes antes das 10 horas da manhã é equivalente à tortura, podendo causar doenças, estresse e exaustão.

Um estudo, pulicado no Nuffield Department of Clinical Neurosciences, explica que antes dos 55 anos de idade, o ritmo no dia a dia dos humanos é iniciado às 10 horas. Portanto, trabalhar ou estudar a partir das 9 horas pode ser uma grande ameaça ao humor e à saúde mental.

A pesquisa indica que crianças e adolescentes não estarão totalmente prontos par ao aprendizado se acordarem antes das 8h30, com uma mudança de horário, os resultados poderiam aumentar em cerca de 10%.

Isso se aplica também para prisões e hospitais. Ele acordam e dão comida para o pessoas mesmo que eles não queiram. Isso os deixa mais amigáveis pois, em função do sono, estão totalmente fora de si. “A privação do sono é uma tortura”, disse o Dr. Kelley.


Quem costuma dormir tarde e acordar cedo, o estudo aponta que, para o cérebro, é como se a pessoa estivesse bêbada. Dr. Kelly explica que esse seja um dos maiores motivos de sociedade atualmente esteja tão estressada.

De acordo com o especialista, é preciso fazer uma mudança global nos horários de trabalho e estudo, auxiliando a sincronizar os relógios biológicos de forma correta.

Fonte: SuperPride

01/10/2016

Pessoas que comem pizza regularmente tem menores chances de desenvolver câncer

Os cientistas alegam que consumir pizzas regularmente reduz os riscos de desenvolver câncer do esôfago em 59%. Os riscos de desenvolver câncer no cólon reto também caem em 25% e o câncer na boca é reduzido em 34%, de acordo com os pesquisadores. 



Os italianos afirmam que o segredo pode ser o licopene - um composto químico antioxidante que dá a cor vermelha aos tomates e que pode oferecer alguma proteção contra o câncer.

Hábito alimentar

Apesar do estudo, alguns especialistas duvidam que o consumo de pizza seja a explicação para o fato de que algumas pessoas não desenvolvem câncer.


Outros alimentos e hábitos alimentares poderiam ter um papel influente neste resultado. A pesquisa acompanhou um grupo de 3,3 mil pessoas que tiveram câncer na boca, esôfago, gargata ou cólon, e 5 mil que não desenvolveram câncer.

O estudo concluiu que os que comiam pizza pelo menos uma vez por semana tinham menos chances de ter câncer.

Dieta mediterrânea

Silvano Gallus, do Instituto Mario Negri para Pesquisa Farmacêutica, em Milão, liderou a pesquisa.

"Nós sabíamos que o molho de tomate poderia oferecer proteção contra alguns tumores, mas nós não esperávamos que a pizza, como uma refeição completa, também poderia ter tais poderes protetores", diz Gallus.

Nicola O'Connor, do Instituto de Pesquisa sobre o Câncer da Grã-Bretanha, disse à BBC que o estudo é interessante e o resultado deveria ser visto no contexto da dieta dos países mediterrâneos e sua associação com o menor índice de câncer na população.

O'Connor, no entanto, faz uma advertência. "Antes de começar a encomendar pizzas de forma exagerada, as pessoas têm que considerar que esta refeição também tem gordura saturada, sal e calorias."

A dieta dos países mediterrâneos é rica em azeite, fibra, vegetais, fruta, farinha de trigo, além de pizzas caseiras, feitas com ingredientes frescos.

23/09/2016

Ter barba faz bem à saúde

Se alguém ousar falar mal da sua estimada barba, não se abale. Ela faz bem para a sua saúde: protege contra alergias e tosse. E ainda funciona como protetor solar.


Quem cuidou de provar os benefícios foi o pessoal da Universidade de Southern Queensland, na Austrália. Os pesquisadores expuseram manequins ao sol – metade ganhou uma bela barba feita de Barba de pau (uma espécie de planta que se apoia em outras para viver), enquanto a outra parte continuou com a cara lisinha –, e depois mediram a quantidade de radiação absorvida por cada um deles. Os barbados tiveram quase 35% menos de exposição aos raios UV. Dependendo do tamanho e grossura dos pelos, a barba pode funcionar como um protetor solar com FPS de até 21.

E tem mais. Dizem os pesquisadores que o bigode serve como uma barreira de proteção contra as bactérias trazidas pela poeira. Em alguns casos, é essa sujeira toda que desencadeia os sintomas da asma. E se a barba for longa, cobrir parte do pescoço, os ataques de tosse causados por inflamações na garganta podem durar menos tempo. É que a barba deixa a região mais aquecida.

Por último, sua barba ainda te deixa jovem por mais tempo – pelo menos na região facial. Com o rosto coberto, a pele se protege melhor contra o vento e permanece hidratada por mais tempo.

Só não dá para ser largado ao extremo e deixar a barba toda suja, ok? E sem pelos encravados.

Fonte: Superinteressante

05/09/2016

A tristeza é a emoção mais longa dos seres humanos e pode durar até 5 dias

Estudos indicam que existem diferenças na duração de cada tipo de emoção humana. Entre todos os sentimentos que podemos ter, a tristeza é a emoção que dura mais tempo. Já as mais rápidas são a vergonha, a surpresa, o medo, o nojo, a irritação, o alívio e o tédio, que têm uma duração estimada em apenas alguns instantes.


De acordo com o pesquisador Philippe Verduyn, da Universidade de Leuven, na Bélgica, as emoções que duram menos tempo são resultado de eventos com pouca importância. Ao passo que as emoções de longa duração são aquelas que resultam de eventos com fortes implicações para as preocupações mais importantes da vida.

Felicidade: Este sentimento de pleno contentamento pode durar, no máximo, 35 horas.

Tristeza: A tristeza pode durar até 5 dias, sendo a emoção mais longa dos seres humanos. São necessárias, em média, 120 horas para esquecer o abatimento causado por um fato triste.

Desespero: Esta emoção passa em 24 horas.

Tédio, Surpresa, Medo, Nojo, Alívio, Vergonha e Irritação: Estas emoções duram poucos minutos.

Fonte: Site de Curiosidades

18/08/2016

Quando pessoas que se amam se olham nos olhos, seus batimentos cardíacos sincronizam.

Seus batimentos cardíacos e sua respiração podem falar muito mais sobre o seu relacionamento do que você imagina. Pesquisadores da UC Davis, Califórnia, Estados Unidos, descobriram que casais apaixonados, quando interagem, costumam ter sua respiração e frequência cardíaca sincronizadas, ou seja, os sinais vitais indicam o tipo de relacionamento que as duas pessoas têm. As informações são do CNET.

Para realizar a pesquisa, que foi financiada pela National Science Foundation e publicada no International Journal of Psychophysiology and Emotion, os cientistas colocaram alguns casais em uma sala calma e os instruiu para não falarem e nem se tocarem. Em uma outra situação, os casais foram convidados a imitar uns aos outros sem falar, e nos dois casos, as frequências cardíacas e respiratórias ficaram praticamente equiparadas. 

"Nós vimos uma série de pesquisas que mostram que uma pessoa em um relacionamento é capaz de experimentar as mesmas emoções que seu parceiro, mas este estudo mostra que eles também compartilham experiências em um nível fisiológico", afirmou em nota Emilio Ferrer, professor de psicologia da UC Davis.

07/08/2016

Ouvir seu nome ser chamado quando ninguém realmente te chamou pode ser um sinal de que sua mente é saudável

De repente, alguém gritou seu nome: "Isabela!". Intrigada, a mulher deu uma volta pela casa em busca da voz misteriosa. A sala estava vazia. Ninguém nos quartos, na cozinha ou no banheiro. No quintal apenas o cachorro. Ela estava realmente a sós. 

Isabela sentiu um calafrio. E quem não sentiria? De fato, a alucinação auditiva é um sintoma comum em algumas doenças psiquiátricas, como a esquizofrenia. No entanto, nem todos que passam por essa experiência têm necessariamente um distúrbio mental. O filósofo grego Sócrates e a heroína francesa Joana d\\`Arc diziam ouvir vozes, assim como o psiquiatra suíço Carl Jung e o artista plástico americano Andy Warhol. 

O fenômeno já foi interpretado segundo diversos costumes e culturas. No século XII, a abadessa e filósofa Hildegarda de Bigen ignorou a hierarquia eclesiástica porque acreditava que as vozes que escutava eram a palavra de Deus. Foi assim que, para perplexidade geral, ela fundou o próprio convento em 1147. Ainda hoje a alucinação auditiva é estigmatizada. Nos sistemas de classificação dos transtornos psiquiátricos, representa um critério-chave para o diagnóstico da esquizofrenia. Pesquisas indicam, porém, que o fenômeno é bem mais disseminado.

Levantamento realizado em 1983 pelos psicólogos Thomas B. Posey e Mary E. Losch, ambos da Universidade Estadual de Murray, Estados Unidos, revelou que cerca de 70% dos universitários entrevistados recordaram pelo menos um episódio de alucinação auditiva. Alguns pensavam ouvir a voz de algum parente morto, outros acreditavam numa manifestação divina. Para a maioria tratava-se dos próprios pensamentos.

Entre os estudantes, 40% relataram ouvir alguém chamar seu nome pouco antes de adormecer. Nesse caso, há divergências: alguns psicólogos classificam o fenômeno como alucinação, outros argumentam que quando se está prestes a dormir ou despertar há um rebaixamento da consciência e ficamos mais sujeitos às pseudo-alucinações - assim chamadas pois sabemos que não se trata de algo real. 

Pensar em voz alta

É difícil, portanto, falar em alucinações auditivas como se fossem um único tipo de manifestação. Há um continuum de manifestações auditivas que vai do falar sozinho ao pensar em voz alta. Isso explica por que os resultados das pesquisas nessa área variam tanto, dependendo da pergunta que se faz aos entrevistados e, principalmente, de como as experiências relatadas são classificadas. Segundo o psicoterapeuta Thomas Bock, diretor do ambulatório de psicoses do Centro Médico da Universidade de Hamburgo, de 3% a 5% da população européia e americana já teve alucinações auditivas, embora a prevalência mundial de esquizofrenia seja de apenas 1%. Logo, nem todas as "vozes do além" são sintomas de distúrbios psicóticos. 

Muitas das pessoas que ouvem vozes geralmente passaram por experiências de abuso ou abandono na infância. Eventos traumáticos na idade adulta, como acidente grave, estupro ou perda de um ente querido também podem desencadear o fenômeno. A maioria sofre com conflitos psíquicos e se encontra em alguma situação-limite. "As alucinações auditivas seriam um sinal de que a \\`voz interior\\` está ocupada, cuidando das próprias necessidades", afirma Bock. Segundo ele, para alguns pacientes a voz tem origem interna e para outros, externa. A neurobiologia ajuda a entender o segundo caso: circuitos cerebrais que fornecem feedback do tipo "sou eu que estou falando" eventualmente falham. Esse parece ser o caso dos esquizofrênicos, grupo em que as alucinações auditivas foram mais investigadas. 

O psiquiatra Philip McGuire, do Instituto de Psiquiatria do King\\`s College de Londres, realizou diversos experimentos com esquizofrênicos, nos quais testou o que chama de atribuição heterônima. Em um deles, McGuire colocou pacientes e pessoas saudáveis para falar ao microfone, ao mesmo tempo que ouviam sua própria voz, levemente modificada. Os participantes tinham de pressionar um botão quando achassem que estavam ouvindo a si mesmos. Como esperado, os esquizofrênicos tiveram mais dificuldades para identificar a própria voz; entre esses, os que costumavam ouvir sons imaginários atribuíam a fala a uma fonte externa, além de avaliá-la de forma depreciativa. 

Técnicas de imageamento cerebral fornecem explicações adicionais sobre determinados aspectos fisiológicos das alucinações auditivas. As regiões aparentemente envolvidas são as relacionadas à linguagem, principalmente a área de Wernicke, responsável pela associação entre fala e audição. Diversos estudos, entre eles os conduzidos pelo neurobiólogo Thomas Dierks, da Universidade de Frankfurt, comprovaram por meio de tomografia helicoidal que essa região cerebral está envolvida nas alucinações auditivas. Utilizando o mesmo método, a equipe de Dierks observou, em 1999, o cérebro de três esquizofrênicos no exato momento em que ouviam as vozes imaginárias. Perceberam que, além da área de Wernicke, também o córtex auditivo primário (área que elabora nossa impressão auditiva do mundo exterior) era estimulado. Não surpreende, portanto, que as alucinações pareçam reais. Outros estudos mostraram que, em pacientes com alucinações auditivas graves, a área de Wernicke parecia menor ou atrofiada.

Circuitos neurais

A experiência de ouvir vozes não precisar estar necessariamente relacionada a uma alteração neurobiológica. Uma hipótese corrente é que o cérebro simplesmente carece de estímulos do mundo exterior, de modo que os inventa. Em 1992, o neurologista Detlef Kömpf, da Universidade Schleswig-Holstein, em Lübeck, Alemanha, observou que a ausência de estímulos sonoros pode causar alucinações musicais em idosos ou deficientes auditivos. Segundo ele, o cérebro é capaz de reter informações apreendidas nos circuitos neurais durante muito tempo. Se um dia os estímulos cessam, os sinais armazenados acabam ganhando "vida própria". Pessoas que ouvem vozes em geral são muito retraídas e o fenômeno intensifica o isolamento social. 

A tolerância do indivíduo às vozes imaginárias é o critério que determina a necessidade de intervenção clínica. Na prática, as alucinações se distinguem entre a audição eventual de vozes e as descritas por pacientes em tratamento psiquiátrico. A diferença foi estabelecida em 1998 pelo psiquiatra Marius Romme, da Universidade de Maastricht, Holanda. Embora em ambos os casos os pacientes escutem diálogos, comentários ou a reprodução sonora dos próprios pensamentos, os pacientes psiquiátricos relatam conteúdos ofensivos ou repreensões. Pessoas saudáveis costumam ouvir palavras benevolentes e motivadoras e têm a sensação de poder controlar as vozes. 

Encontro marcado

Falar com o paciente como se ele tivesse uma doença grave muitas vezes só agrava o problema, com risco de a pessoa se retrair ainda mais. Deixá-los falar livremente sobre suas vozes, por outro lado, faz com que elas percam um pouco a força. Segundo Bock, esse é o primeiro passo para controlar a situação.

Na tentativa de libertar as pessoas das alucinações auditivas, o psiquiatra Ralph E. Hoffman, da Faculdade de Medicina da Universidade Yale, em New Haven, as submete a estimulação magnética transcraniana de baixa intensidade. A técnica começou a ser usada em esquizofrênicos em 2000. Estudo publicado em 2005 mostrou que em metade dos casos as alucinações cessam ou são reduzidas nos três meses seguintes. Os resultados em indivíduos saudáveis ainda estão em fase de avaliação.
Se não é possível afastar as vozes para sempre, mudar a forma como a pessoa as avalia já ajuda muito. Ainda que o conteúdo da mensagem ouvida continue negativo, intenções e características que lhe são atribuídas podem ser interpretadas de outra maneira. Segundo as recomendações da organização alemã de apoio a pacientes com distúrbios psiquiátricos Netzwerk Stimmenhören, o principal objetivo é fazer o indivíduo "senhor de sua própria casa". Assim, a pessoa pode, além de continuar ouvindo as vozes, responder a elas, concentrando-se em mensagens positivas ou estabelecendo limites para sua manifestação. Isabela, por exemplo, permite que suas vozes a perturbem apenas na parte da manhã e assim consegue ter sossego o resto do dia.

Outra possibilidade de tratamento se baseia na análise das interações sociais, pois com freqüência a relação com as vozes é semelhante às que o indivíduo constrói na vida real, segundo o psicólogo Mark Hayward, da Universidade de Leicester, Reino Unido. "É preciso encontrar a saída do isolamento", diz. Depois de alguns anos de terapia, Isabela reaproximou-se da mãe e dos amigos. As vozes não foram embora, mas ela deixou de se ver como vítima. Hoje elas já não a assustam mais.

- Tradução de Saulo Krieger

 
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