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29/09/2018

NASA lança missão inédita até o Sol com nave hiper-resistente ao calor

Você provavelmente não deve saber, mas a humanidade embarcou no último mês em sua primeira viagem espacial para "tocar" o Sol. É isso mesmo que você acabou de ler! Uma missão da agência espacial americana (Nasa) e que deverá enfrentar milhares de graus Celsius para chegar até a estrela mais importante do nosso sistema, chama-se Parker Solar Probe. Nessa missão, os cientistas chegaram mais perto do que nunca – e o que foi colhido de informação pelo caminho também é importante.

Material especial

A nave espacial foi lançada da Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, nos Estados Unidos. Uma janela de lançamento foi aberta em um Sábado, sendo encerrada até o domingo.

A Parker Solar Probe (PSP) é uma nave única: foi projetada para suportar condições brutais de calor e radiação, com uma blindagem que é resultado de anos de pesquisas.
  • A PSP chegará sete vezes mais perto do Sol do que qualquer outra espaçonave;
  • Para suportar as altas temperaturas, ela terá um escudo especial com 11,43 centímetros de espessura;
  • O material deverá suportar temperaturas que passam de 1,3 mil ºC – a superfície do Sol pode chegar a 5,5 mil ºC. A coroa, atmosfera externa, pode ter milhares de graus Celsius. Por isso, vamos chegar até um certo limite;
  • A PSP terá mais ou menos o tamanho de um carro.
O que queremos descobrir?

Aprender mais sobre os ventos solares e entender os motivos de a atmosfera externa do Sol ser mais quente que a superfície.

O nome da missão – Parker Solar Probe – é uma homenagem a Eugene Newman Parker, astrofísco de Michigan. Foi ele quem descobriu uma solução matemática para comprovar os ventos solares. Parker recebeu a honra de ter uma missão com seu nome ainda vivo, uma raridade na história da Nasa.

Mas o que são os ventos solares e por que é importante entender mais sobre eles?

Os ventos solares são um fluxo de partículas que sai constantemente do Sol. Essas partículas, basicamente prótons e elétrons, têm uma energia cinética (velocidade) muito grande, como diz a astrofísica Adriana Valio.


Ela explica que essa energia supera a energia gravitacional do Sol. Ou seja: a atração gravitacional, da massa do Sol, é menor na parte da coroa solar - topo da atmosfera da estrela - local de onde saem as partículas.

É a mesma lei que nos segura no chão da Terra e não nos deixa sair flutuando pelo espaço: nosso planeta também tem sua força gravitacional, e é ela que nos prende aqui. No Sol, na parte da coroa, as partículas têm tanta energia que conseguem "escapar" dessa força em um fluxo que é eterno. Isso cria o que chamamos de ventos solares, que são constantes e banham todo o Sistema.

O astrofísico José Dias Nascimento explica que a missão tem o objetivo de analisar pela primeira vez essas partículas. E, com isso, entender a influência delas sobre o sistema como um todo.

"É importante ver como é a interação das estrelas como Sol no seu meio interestelar, como isso afeta os planetas. Em Marte, por exemplo, sabemos que há uma desidratação. A gente não consegue medir ainda como é essa radiação que sai do Sol e se há alguma influência no planeta, por exemplo", disse.

A Terra, com suas particularidades e seu campo magnético, é em maior parte protegida dos ventos solares. Mas as auroras boreais, por exemplo, são as partículas cheias de energia dos ventos solares que conseguem escapar e entrar pelos polos do nosso planeta.

Os ventos solares já eram conhecidos, mas a Nasa também quer desvendar um mistério.

Imagine uma fogueira. Você está perto, curtindo o calor do fogo em uma noite de frio. Mas e se chegar mais perto? Vai se queimar. Quanto mais perto, mais quente.

Isso não vale exatamente para o Sol. A superfície do Sol é cerca de 300 vezes mais fria que a parte externa da atmosfera, a coroa.

"Isso quer dizer que há uma fonte de energia desconhecida. Ser mais calor na atmosfera do que na superfíce é o oposto do que a gente espera. E isso é chamado de aquecimento coronal. Na verdade é o topo da atmosfera, é a atmosfera mais externa do Sol, a coroa, que está a uma temperatura de milhões de graus", disse Adriana.

Teremos até 2025 para descobrir. Em novembro deste ano, a nave deverá chegar no primeiro periélio – ponto mais próximo da órbita que faremos até a nossa estrela. E vamos repetir inúmeras vezes, até uma última fase da missão e a nave desintegrar.

Fonte: G1

12/11/2017

Objeto espacial misterioso pode ser primeiro visitante interestelar confirmado

Um pequeno asteroide ou cometa que foi visto acelerando pelo nosso sistema solar pode ter vindo de outro lugar na galáxia, dizem cientistas espaciais dos Estados Unidos, possivelmente marcando o primeiro visitante interestelar de tal tipo observado da Terra.

O objeto misterioso, até agora conhecido somente como A/2017 U1, foi descoberto neste mês por um pesquisador usando um sofisticado sistema de telescópio na Universidade do Havaí, que continuamente explora o universo por tal fenômeno.

"Nós temos esperado por este dia há décadas", disse Paul Chodas, chefe do Centro para Estudos de Objetos Próximos à Terra, da Nasa, no Laboratório de Propulsão a Jato em Pasadena, na Califórnia.


"Há tempos tem sido teorizado que tais objetos existem --asteroides ou cometas se movendo por entre as estrelas e ocasionalmente passando pelo nosso Sistema Solar--mas esta é a primeira detecção", disse Chodas.

A massa, de 400 metros de diâmetro, rapidamente se destacou para cientistas por conta de sua órbita extrema, saindo da direção da constelação Lyra, quase diretamente acima do plano elíptico onde os planetas e outros asteroides orbitam o sol.

O objeto cruzou por baixo do plano pouco por fora da órbita de Mercúrio em 2 de setembro antes de ser atirado pela maciça gravidade do sol para uma brusca curva sob nosso sistema solar. O mais perto que o objeto chegou da Terra foi cerca de 24 milhões de quilômetros, em 14 de outubro.

"Está indo realmente rápido e em uma trajetória que podemos dizer com confiança que este objeto está saindo do sistema solar e não irá voltar", disse Davide Farnocchia, da Nasa. 

Fonte: UOL

08/09/2017

Buraco negro supermassivo é encontrado próximo ao coração da Via Láctea

Astrônomos japoneses encontraram indícios da existência de um buraco negro com 100 mil vezes a massa do Sol. Se a descoberta for confirmada, esse será o segundo maior da Via Láctea, perdendo apenas para o Sagittarius A*, situado bem no centro da nossa galáxia.

O objeto foi encontrado em meio a uma nuvem de gases que se moviam em velocidades extremamente diferentes, o que é incomum em casos do tipo.

O complexo de radiotelescópios Alma, no Chile, ainda foi capaz de detectar que as moléculas na nuvem estão a 200 anos-luz do centro da Via Láctea, possuem 150 trilhões de quilômetros de largura e foram atraídas por imensas forças gravitacionais.


Foi isso que levou os cientistas a sugerirem a existência de um buraco negro supermassivo no local. "Esta é a primeira detecção de um candidato de buraco negro com massa intermediária na Via Láctea", afirmou Tomoharu Oka, da Universidade de Tóquio, ao The Guardian.

Oka acredita que o buraco negro, localizado próximo ao centro da nossa galáxia, pode ter sido derivado de uma galáxia anã que esteve presente naquela região em algum momento da história do Universo, mas sumiu durante a formação da Via Láctea.

Fonte: Galileu

03/06/2017

7 mistérios que a astronomia ainda não conseguiu resolver

A ciência é uma eterna busca por respostas para fatos e fenômenos que não conseguimos entender direito. No campo da astrofísica, parece que essas perguntas se multiplicam, bem, na velocidade da luz. Para cada nova descoberta de um planeta, estrela ou galáxia, várias outras questões surgem. No fim das contas, ainda sabemos muito pouco sobre esse vasto universo que habitamos. 


Por isso, selecionamos sete fascinantes mistérios sobre o espaço que os cientistas ainda não conseguiram explicar.

O exoplaneta que não deveria existir

O Kepler-78b é um exoplaneta, ou seja, um planeta que orbita em torno de uma estrela que não é o Sol, que tem mais ou menos o tamanho da Terra, e tem uma superfície rochosa e um núcleo de ferro. Porém, o Kepler-78b orbita sua estrela a cada 8,5 horas. Isso mesmo, o ano nesse planeta não dá nem minhas horas necessárias de sono. Isso também quer dizer que o exoplaneta circula muito perto de sua estrela, numa distância de cerca de um milhão de quilômetros – o que em termos espaciais quer dizer quase nada: a distância da Terra ao Sol, por exemplo,  é de cerca de 150 milhões de quilômetros. Por causa disso, o Kepler-78b tem uma superfície 2000 graus mais quente do que a Terra.


Cientistas do Centro de Astrofísica da Harvard-Smithsonian dizem que a existência desse planeta é um completo mistério, uma vez que eles não entendem como ele se formou, como ele consegue estar onde está (tão perto de uma estrela sem ser engolido por ela) e ainda, quanto tempo ele irá durar – sim, eles têm certeza de que o Kepler-78b não durará para sempre. Mas no final das contas, nada dura, não é mesmo?

Buracos negros medianos?

Buracos negros se formam a partir da explosão de estrelas e são uma região no espaço com massa tão densa que nada é capaz de escapar do seu campo gravitacional, nem mesmo a luz. O tamanho desses buracos pode variar entre os pequenos – com cerca de 100 massas solares –  e os grandes – com 1 milhão de massas solares. Mas não há nenhuma informação sobre buracos negros de tamanhos intermediários. 


Para completar, também existem, nos núcleos de galáxias, buracos negros supermassivos que atingem dezenas de milhões a bilhões de massas solares. O  problema todo é que os astrônomos ainda não conseguiram entender como eles cresceram tanto. Soma-se a isso a escassez de informações sobre os buracos de massa intermediária. Teriam os buracos negros um mecanismo de crescimento completamente desconhecido? Ou as ferramentas de observação atuais não conseguem captar as emissões dos objetos médios?

A estrela com a fonte da juventude

Na constelação de Escorpião existe um aglomerado de estrelas chamado Messier 4. Essas estrelas são muito antigas, com mais de 12,2 bilhões de anos, e estão localizadas cerca de 7.200 anos-luz da Terra. O grande mistério do Messier 4 é que nesse aglomerado foi encontrada uma estrela composta de lítio.


Veja bem, o lítio é um elemento que é gradualmente destruído nos primeiros bilhões de anos do ciclo de vida de uma estrela. Acontece que essa estrela, em meio a milhares de outras, conseguiu manter o seu lítio original ou encontrou uma forma de repor o elemento. Seja qual for a explicação, ela conseguiu se manter eternamente jovem.

A estrela que contraria a teoria de formação estelar

A estrela provavelmente mais velha já encontrada foi descoberta em 2011 e tem o seguinte nome: SDSS J102915 +172927. Ela está localizada na constelação de Leão e tem 13 bilhões de anos. Sabe quem também tem mais ou menos essa idade? O sr. Universo. 


Se você não estiver impressionado ainda, aqui vai outra informação incrível sobre a SDSS J102915 +172927: ela não deveria existir. Pelo menos segundo a nossa teoria de formação estelar. O problema é que ela é majoritariamente composta de Hélio e Hidrogênio e tem massa e quantidade de metais extremamente baixas. Isso quer dizer que, teoricamente, ela seria formada por dois elementos muito leves, que não se condensariam para formarem uma estrela. Mas ela está lá, pequena e com baixa luminosidade, quebrando a cabeça dos astrofísicos.

As estrelas híbridas que engolem outras estrelas

Em 1975, os cientistas Kip Thorne e Anna Zytkow desenvolveram uma teoria sobre um tipo diferente de estrela. Chamada de Objeto Thorne-Zytkow  (TZOs), essa estrela seria uma híbrida entre uma gigante vermelha – uma estrela com raio dezenas ou centenas de vezes maiores do que o do Sol, numa fase avançada de evolução estelar – e uma estrela de nêutrons, que se formam após uma explosão de supernova. Agora, 40 anos depois, a teoria saiu do papel, com os cientistas detectando pela primeira vez alguns objetos candidatos à classificação Thorne-Zytkow. 


Os pesquisadores não sabem ao certo como funciona o mecanismo de criação dessas estrelas, mas basicamente o que se suspeita é que a gigante vermelha engole a estrela de nêutron, que vai para o núcleo da primeira, criando um modelo completamente novo de funcionamento do núcleo de estrelas. Esse também poderia ser um novo mecanismo descoberto de produzir elementos pesados no nosso universo. A descoberta é tão recente que os cientistas ainda não podem confirmar se de fato trata-se de um TZO ou algo completamente diferente.

A Estrela Polar

A Estrela Polar, chamada Polaris, é a estrela que serve como referência para orientação do pessoal do Hemisfério Norte, tal como o Cruzeiro do Sul é referência para a gente. Apesar de sua popularidade aqui na Terra, ela está envolta em mistérios para os cientistas. Num artigo recente, publicado no Boletim da Sociedade Americana de Astronomia, os pesquisadores declararam que a estrela está ficando mais brilhante no último século. 


Hoje em dia, ela emitiria 4,6 mais brilho do que antigamente, e as causas para o fenômeno são desconhecidas. Outro mistério envolvendo a Polaris é a sua distância da Terra, que vem sendo discutida sem consenso desde os anos 90. Além disso, em breve, a Polaris não será mais a estrela que guia os navegadores no norte, já que um movimento da Terra conhecido como a precessão dos equinócios fará com que outra estrela, a Gamma Cephei, fique no lugar que a Polaris atualmente ocupa no nosso céu. Isso deve ocorrer lá pelo ano 3000.

A  Energia Escura

Se os astrofísicos tivessem que eleger o mistério número um do universo, provavelmente esse seria a Energia Escura. Segundo cálculos matemáticos, 74% do universo é constituído dessa coisa que ninguém sabe ao certo o que é. O fato é que, pela lei da gravidade, objetos grandes, do tamanho de galáxias, deveriam se atrair – porém, para a surpresa geral dos estudiosos que perceberam isso pela primeira vez, os aglomerados de galáxias estão é se afastando e num ritmo bem rápido. É que o universo está expandindo. 


Todas essas informações que não tem explicação levaram à criação da teoria da Energia Escura, que teria o efeito oposto da gravidade, ou seja, o de empurrar as coisas. Mas não há provas, nem exemplos desse tipo de energia, criando-se assim um dos maiores mistérios do espaço.

18/05/2017

NASA revela detalhes impressionantes da Nebulosa do Caranguejo

Cinco equipamentos de observação espacial registraram detalhes incríveis da Nebulosa do Caranguejo. As imagens foram feitas com a ajuda do telescópio Hubble, os observatórios Spitzer, Chandra eXMM-Newton e os radiotelescópios Karl G. Jansky.

O objeto celeste foi resultado de uma explosão de estrela percebida por astrônomos no ano de 1054. A nebulosa possui em seu centro uma estrela de nêutrons superdensa, resultado da explosão da estrela original. É ela que emite o objeto chamado de pulsar — pulsos periódicos de rádio, luz e radiação. A interação do pulsar com as rajadas de partículas emitidas por ele, mais o material liberado pela estrela pouco antes dela tornar-se uma supernova é o que dá forma a sua intrigante figura.


Para ter uma noção real de como a nebulosa se parece, os aparatos fizeram suas observações abrangendo o máximo possível das variações de faixa do espectro eletromagnético. A escala foi desde as ondas de rádio, passando pela luz invisível, infravermelho, ultravioleta e terminando nas ondas de raio-X.

Os astrônomos envolvidos estão animados com a descoberta e com o que ela pode trazer de novo sobre o objeto celeste. "Embora a Nebulosa do Caranguejo tenha sido extensamente estudada por anos, ainda temos muito a aprender sobre ela", explica Gloria Dubner, do Instituto de Astronomia e Física do Espaço da Universidade de Buenos Aires e uma das líderes do projeto ao jornal O Globo.

Fonte: Galileu

18/01/2017

A NASA finalmente detalhou seu projeto para colonizar Marte até 2030

Assim como levou o homem à Lua, a Nasa pretende levar os seres humanos a Marte. Mas, segundo relatório divulgado nesta sexta-feira, “ao contrário da missão Apollo, estaremos indo para ficar”. A agência espacial dos EUA tornou público os detalhes do projeto de estabelecer colônias no Planeta Vermelho até 2030. O objetivo explicitado no plano é levar terráqueos para viver e trabalhar em solo marciano, de maneira independente da Terra, daqui a 15 anos.

“Nas próximas décadas, a Nasa vai colocar em prática medidas para estabelecer a presença humana além da Terra. Buscamos capacidade para pessoas trabalharem e aprenderem a manter uma vida sustentável fora da Terra por longos períodos de tempo. Qualquer viagem a Marte vai levar muitos meses e um retorno precoce não é uma opção. Viver e trabalhar no espaço requer aceitar o risco, e o risco desta viagem vale a pena”, afirma o ousado relatório, chamado “Jornada para Marte”.

Para chegar ao planeta, os cientistas irão primeiro ao espaço Cislunar, que fica no entorno da Lua, e depois começarão as viagens com destino ao novo habitat dos humanos. Nas etapas finais, a Nasa pretende enviar missões à órbita do planeta vermelho ou a uma de suas luas e, posteriormente, pousar na superfície de Marte e confeccionar as colônias a partir de arquitetura modular e impressão 3D.


A partir de agora, a agência americana pretende desenvolver métodos para que o homem possa viver no espaço profundo sem apresentar problemas de saúde, ou ser vítima dos efeitos da microgravidade. Para isso, informações colhidas na Estação Espacial Internacional (EEI) serão importantes. Driblar esses efeitos será um passo fundamental para a permanência humana no planeta vermelho, uma vez que, devido ao medo dos efeitos da radiação espacial nas pessoas (como câncer e demência), atualmente os astronautas não podem viver fora da terra por muito tempo.

“A Nasa está mais próxima de enviar astronautas americanos a Marte que em qualquer outro momento de sua história”, diz o relatório.

Mas por que a Nasa escolheu Marte para receber a primeira colônia humana fora da Terra? Segundo a agência espacial, Marte é o próximo horizonte do espaço e a próxima fronteira tangível para expandir a presença humana no universo. Os robôs em Marte encontraram recursos valiosos para que a vida humana seja viável em sua superfície, como o gelo de água logo abaixo da superfície, de acordo com a organização. Os equipamentos também mostraram que a evolução geológica do planeta vermelho e seus ciclos climáticos são compatíveis com os da Terra. “Marte já teve condições adequadas para a vida”, afirma o relatório.

Com a jornada sem volta, os cientistas pretendem responder à questões como: Marte já abrigou vida microbiana? Ele ainda abriga? Poderia ser um lar seguro para os seres humanos um dia? O que o planeta pode nos ensinar sobre a vida em outro lugar no cosmos ou sobre como a vida começou na Terra? O que ele pode nos ensinar sobre o passado da Terra, presente e futuro?

“A Nasa está levando nosso mundo em uma viagem a Marte. Como no Programa Apollo, nós embarcaremos nesta viagem em nome de toda a humanidade. Ao contrário do Apollo, iremos para ficar. Este é um esforço pioneiro histórico — uma viagem possível graças ao empenho contínuo de missões científicas e da exploração para além da órbita da Terra”, informa o documento.

O relatório, que repete diversas vezes que “Marte é um objetivo que podemos alcançar”, ainda diz que a grande parte da tecnologia necessária para a missão estão em vários estágios de conceituação, desenvolvimento ou teste.

A missão da Nasa para Marte consistirá em três etapas. A primeira, já em curso, é centrada na pesquisa a bordo da EEI. Lá, estão sendo testadas as tecnologias necessárias para a viagem e a vida em Marte, além de conduzidas análises sobre como superar os problemas de saúde que os humanos poderiam desenvolver em solo marciano. Na segunda fase, a Nasa vai aprender a realizar operações complexas no espaço profundo que permitirão que as tripulações retornem à Terra em questão de dias. Já no terceiro estágio, que pode demorar décadas para ser implementado, serão construídas atividades independentes da Terra com base no que foi pesquisado na EEI, permitindo missões humanas a Marte e suas imediações, incluindo as luas marcianas, e a superfície marciana.

Fonte: O Globo

08/12/2016

É oficial: Brasil vai lançar primeira missão à Lua em 2020

Em apenas quatro anos, o Brasil pode se tornar uma nação com capacidade de planejar e operar missões no espaço profundo. Mais especificamente, um nanossatélite que percorra a distância média de 384,4 mil quilômetros que separam a Terra de seu satélite natural.

É este o plano do projeto Garatéa-L, que foi apresentado na Escola de Engenharia de São Carlos da USP: enviar, pela primeira vez na história, uma sonda brasileira para sobrevoar a órbita lunar. Lá, ela deve coletar dados sobre a superfície e conduzir experimentos científicos pioneiros com micróbios, moléculas e até células humanas.


“A ideia é nos beneficiarmos da recente revolução dos nanossatélites, mais conhecidos como cubesats, para colocar o país no mapa da exploração interplanetária”, afirma em comunicado o engenheiro espacial Lucas Fonseca, que trabalhou na Agência Espacial Europeia e colaborou com a épica missão Rosetta, aquela que em 2014 realizou um inédito pouso suave no cometa 67P.

De volta ao Brasil em 2013, ele abriu a própria consultoria espacial, a Airvantis. Nos últimos anos, uniu esforços com pesquisadores das principais instituições brasileiras de pesquisa para desenhar o projeto batizado de Garatéa-L que, se bem sucedido, colocará o Brasil entre as poucas nações capazes de enviar missões para além da órbita terrestre.

A primeira missão lunar brasileira está sendo desenvolvida em conjunto por cientistas dos principais institutos de pesquisa do país: do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), da USP, do LNLS (Laboratório Nacional de Luz Síncrotron), do Instituto Mauá de Tecnologia e da PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul).

Para vencer os desafios pela frente, que não são poucos, e arrecadar os necessários R$ 35 milhões, os pesquisadores já estão correndo atrás de órgãos de fomento à pesquisa e também de patrocinadores da iniciativa privada. “É um modelo novo de missão, com os olhos para o futuro, que pode trazer muitos benefícios para o país”, diz Fonseca.

O fato é que a espaçonave precisa estar pronta para voar até setembro de 2019 – ano simbólico em que o primeiro pouso do homem na Lua completa 50 anos. O nanossatélite pegará carona com um foguete indiano, o PSLV-C11, que já enviou com sucesso uma missão à Lua em 2008.

O lançamento será em parceria com duas empresas britânicas, além das agências espaciais Europeia (ESA) e do Reino Unido. “É uma oportunidade única de trabalhar com os europeus num projeto que pode elevar as ambições do Brasil a um outro patamar”, diz Fonseca. Diversos cubesats além do brasileiro serão transportados à órbita lunar por uma nave, que transmitirá os dados coletados por pelo menos seis meses.

Do Tupi, busca vidas

A astrobiologia, área que estuda o surgimento e a evolução da vida no Universo, será um dos principais focos da missão Garatéa-L. O nanossatélite vai carregar experimentos com colônias de microrganismos vivos e moléculas de interesse como o DNA e estruturas de membranas, que serão expostas à radiação cósmica e ao vento solar ao longo dos meses.

Coordenado por Douglas Galante, do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), em Campinas, e Fábio Rodrigues, do Instituto de Química da USP, em São Paulo, o objetivo do experimento é investigar os efeitos do ambiente espacial interplanetário sobre diferentes formas de vida.

Iniciativas parecidas já foram conduzidas pelo grupo na estratosfera terrestre, através de balões meteorológicos. Ali, os raios ultravioleta do Sol são mais intensos, pois não sofrem a filtragem da camada de ozônio. Ainda assim, nem se comparam com a hostilidade do espaço profundo.

“A busca por vida fora da Terra necessariamente passa por entender como ela pode lidar – e eventualmente sobreviver – a ambientes de muito estresse, como é o caso da órbita lunar”, diz Galante. “O conhecimento obtido com a missão sem dúvida ajudará a compor esse difícil quebra-cabeça.” Os estudos são tão importantes na missão que renderam-lhe o próprio nome: Garatéa, em tupi-guarani, quer dizer “busca vidas”. A letra L faz referência ao destino “Lunar”.

Outro instrumento vai medir os níveis de radiação: pode gerar resultados relevantes para outros países que estão planejando enviar missões tripuladas à Lua. O experimento com amostras de células humanas, coordenado por Thais Russomanno, do Centro de Pesquisa em Microgravidade (MicroG) da PUC-RS, tem o mesmo potencial.

Ele vai verificar os efeitos da radioatividade extrema do espaço profundo, distante do campo magnético terrestre e de seu escudo protetor. É essencial investigar as possíveis consequências daquele ambiente no organismo de astronautas – a presença humana na Lua, em Marte ou em outros destinos do Sistema Solar depende disso.

A Garatéa-L também fará estudos da superfície lunar. A órbita polar da sonda vai permitir a coleta de imagens da região da chamada bacia Aitken, que fica no lado escuro da Lua e, portanto, é de grande interesse para os cientistas.

O diferencial da câmera é que ela abrange diversas regiões do espectro da luz, tecnologia desenvolvida pela equipe do INPE. Como frisa Fonseca, os impactos serão profundos na capacitação de nossa comunidade científica. Mas não para por aí. “Isso sem falar no impacto educacional de inspirar uma nova geração a olhar para o céu e acreditar que nada é realmente impossível, se você tem foco e dedicação.”

Fonte: Galileu

29/07/2016

Uma nova hipótese aponta para o fim do mundo dia 29 de julho de 2016 com a inversão dos pólos magnéticos

Graças em grande parte a infame data de 21 de dezembro de 2012, esse é o mais recente de uma longa linha de previsões apocalípticas que surgiram ao longo dos últimos anos.

Desta vez, o fim do mundo foi previsto para 29 de julho de 2016 (sexta-feira) por um grupo online conhecido como “Profecias do Fim dos Tempos” que já tinham sugerido antes que um asteroide iria matar a todos nós no dia 6 de maio.


De acordo com um vídeo postado no YouTube, o final deste mês vai trazer uma série de catástrofes começando com uma súbita inversão dos pólos magnéticos da Terra. “O flip polar vai criar um vácuo e as oscilações da Terra vão puxar a atmosfera para baixo”, afirma o vídeo. “O terremoto global vai ser tão forte que todas as colinas e montanhas vão desmoronar”.


O que você vê na foto é um dos muitos corpos celestes que na sexta-feira, dia 29 irão atingir o nosso planeta, começando uma cadeia interminável de terremotos que fará com que a existência da humanidade fique apenas na memória. Você se pergunta, por que todos os meteoritos chegarão naquele dia? A resposta do End Time Prophecies é clara: haverá uma reversão do campo magnético nos polos, fenômeno não muito frequente na história da Terra e, portanto, considerado um prenúncio de desgraças irreparáveis.

O planeta assassino



Tudo isso provém do que foi escrito no The Independent no final de março de 2016, quando um artigo retomou as teorias de um astrofísico aposentado, Daniel Whitmire. De acordo com o cientista, um planeta não identificado teria desviado cometas e meteoritos contra a Terra. Quando se produzirá o impacto não é claro. Deve-se dizer que as teorias de Whitmire são de 1985: Trinta e um anos depois, não vimos nem sombra dessas colisões.

Aquecimento Global



A única ameaça minimamente sensata entre todas, é a do aquecimento global. Desde 2002, os dados do WWF dizem que, se não houver uma redução dos gases de efeito estufa e não houver aumento da utilização de energia renovável, 2050 será o ano em que tudo se tornará irreversível, e a Terra estará condenada. Para sobreviver, deveremos colonizar outros planetas. Deixando de lados os exageros, o aquecimento global é uma questão muito séria, e deve ser tratado por mentes inteligentes para entender exatamente o que fazer. O clima não é o mesmo de antes, isso é um fato.

A lua vermelha

Por ocasião dos espetaculares eclipses lunares de 28 de setembro de 2015 não faltaram pessoas que viram nisso um mau presságio. O satélite, de fato, teria se aproximado perigosamente da Terra, a apenas 356 mil quilômetros de distância, criando desequilíbrios atmosféricos, tais como a própria destruição do nosso planeta. É uma pena que esta seja a distância entre a Terra e a Lua a cada 27 dias.

O 2013 de Malaquias

O que tem a ver o pobre Ratzinger com o fim do mundo? De acordo com a profecia do monge cisterciense Malaquias, que viveu séculos atrás, no final do papado de número 112 o mundo iria acabar. Bom, Bento XVI foi o último da lista. Ele também teve a coragem de renunciar! (Precisamos dizer mais?)

A profecia dos raelianos

Talvez se os Elohims se assemelhassem ao Alien tão caro à Ridley Scott. Iremos descobrir, de acordo com os raelianos (seita fundada em 1973 por Claude Vorillhon), em 2035, quando esses alienígenas de conhecimentos altamente avançados nos invadirem, obviamente nos subjugando para, em seguida, nos matar.

A profecia dos raelianos

Talvez se os Elohims se assemelhassem ao Alien tão caro à Ridley Scott. Iremos descobrir, de acordo com os raelianos (seita fundada em 1973 por Claude Vorillhon), em 2035, quando esses alienígenas de conhecimentos altamente avançados nos invadirem, obviamente nos subjugando para, em seguida, nos matar.

Como sempre, a informação se espalhou pelo Twitter e Facebook e as pessoas começaram a pensar sobre o que pode acontecer. E você, o que acha disso? Deixa seu comentário pra galera saber, será que hoje vamos sobreviver a mais um "fim do mundo?"

Fonte: http://goo.gl/OFs1Ad

18/07/2016

Uma explosão cósmica deixou precipitação radioativa no fundo do oceano

Há milhões de anos atrás, uma série de explosões de supernovas próximas iluminou o céu, chovendo partículas radioativas em nosso planeta, e isso pode ter impulsionado uma grande mudança climática. Essas são conclusões de estudos publicados na Nature, que ligam detritos radioativos espalhados por todo o fundo do mar a explosões cósmicas a centenas de anos-luz de distância.


Os astrônomos há muito vêm especulando se explosões de supernovas impactaram nosso planeta ao longo da história geológica. Na verdade, nós já temos determinada uma “distância mortal”, em que as partículas de alta energia dispersas pela tal explosão seriam catastróficas para a vida na Terra (caso você esteja curioso, é 26 anos-luz).

Agora, em uma das análises mais detalhadas, até à data, uma equipe internacional de pesquisadores demonstrou que as supernovas não muito distantes afetaram a Terra num passado não muito distante.

Os primeiros sinais vieram há mais de uma década, quando uma equipe de pesquisa da TU Munique descobriu evidências de ferro-60 em amostras geológicas recolhidas no fundo do mar do Pacífico. Um isótopo radioativo que decai com uma meia-vida de 2,6 milhões de anos, o ferro-60 é produzido em abundância nas explosões estelares. Intrigado com a descoberta, Anton Wallner, da Universidade Nacional Australiana, montou uma equipe internacional para vasculhar o fundo do mar atrás de evidências adicionais de ‘vísceras estelares’.

Através de 120 amostras coletadas dos fundos do Pacífico, do Atlântico e do Oceano Índico, a equipe descobriu que a precipitação radioativa é distribuída globalmente. Além disso, pode ser atribuída a dois períodos distintos de tempo: 6.5-8.7 milhões de anos atrás, e 3.2-1.7 milhões de anos atrás. “Este é de longe o maior estudo desse tipo que já foi feito”, disse o astrônomo Adrian Mellott, da Universidade de Kansas, que não esteve envolvido no estudo. “Isso nos diz definitivamente que isso aconteceu, e dificilmente poderia ser qualquer coisa, além de supernovas”.


O mais recente dos dois eventos sobrepõe-se com o aparecimento de um episódio de arrefecimento global – o Pleistoceno. Mellott e outros astrônomos suspeitam que supernovas nas proximidades possam afetar o clima da Terra de várias maneiras, a mais importante pela queima da nossa camada de ozônio. Se os estertores de uma estrela ajudaram a alavancar o Pleistoceno, isso não está claro, mas é certamente uma possibilidade intrigante. “Nós não temos nenhuma evidência concreta de que qualquer evento está vinculado a um supernova”, disse Mellott. “Mas as probabilidades existem, uma ou mais existem”.

Quanto a onde exatamente as erupções cósmicas se originaram? Um segundo estudo na Nature tentou responder a essa pergunta exata, modelando ferro-60 transportado através do espaço interestelar. O estudo constatou que a mais próxima das explosões, provavelmente, ocorreu em um conjunto de estrelas antigas há alguns 326 anos luz de distância.

Enquanto isso não é exatamente nosso quintal cósmico, é perto o suficiente para ter deixado uma boa impressão. Se você estava vivo na Terra alguns milhões de anos atrás, um objeto azul profundo, pequeno como estrelas, mas brilhante como a Lua, teria feito uma adição do brilho a seu céu noturno.

Fonte: https://goo.gl/h5GQTu
 
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