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03/02/2019

Viagem no tempo pode ser possível, de acordo com o último livro de Stephen Hawking

"Se alguém fizesse um pedido de bolsa de pesquisa para trabalhar em viagem no tempo, ele seria demitido imediatamente", escreve o físico Stephen Hawking em seu livro póstumo, Brief Answers to the Big Questions (breves respostas para grandes perguntas, em tradução livre). Ele estava certo. Mas ele também estava certo ao perguntar se a viagem no tempo possível é uma “questão muito séria” que ainda pode ser abordada cientificamente. 


Argumentando que nosso entendimento atual não pode descartá-lo, Hawking foi cautelosamente otimista. Então, onde isso nos deixa? Não podemos construir uma máquina do tempo hoje, mas poderíamos no futuro? Vamos começar com nossa experiência cotidiana. Nós aceitamos a capacidade de ligar para nossos amigos e familiares onde quer que eles estejam no mundo para descobrir o que eles estão fazendo agora. Mas isso é algo que nunca podemos realmente saber. 

Os sinais que transportam suas vozes e imagens viajam de forma rápida, mas ainda leva um tempo finito para que nos alcancem. Nossa incapacidade de acessar o “agora” de alguém distante está no coração das teorias de espaço e tempo de Albert Einstein.

Velocidade da luz 

Albert Einstein disse que espaço e tempo são partes de uma coisa – espaço-tempo – e que devemos estar tão dispostos a pensar sobre distâncias no tempo quanto distâncias no espaço. Por mais estranho que isso possa soar, ficamos felizes em responder “cerca de duas horas e meia”, quando alguém pergunta o quão longe Birmingham está de Londres, no Reino Unido. 

O que queremos dizer é que a jornada leva "tanto tempo a uma velocidade média" de 50 quilômetros por hora. Matematicamente, nossa declaração equivale a dizer que Birmingham fica a cerca de 200 quilômetros de Londres. Como os físicos Brian Cox e Jeff Forshaw escrevem no livro Por que E = mc²?, tempo e distância “podem ser trocados usando algo que tem a velocidade de uma velocidade”. 

O salto intelectual de Einstein era supor que a taxa de câmbio de um tempo para uma distância no espaço-tempo é universal – e é a velocidade da luz. A velocidade da luz é a mais rápida que qualquer sinal pode percorrer, colocando um limite fundamental em quanto tempo poderemos saber o que está acontecendo em outras partes do universo. 

Isso nos dá “causalidade” – a lei de que os efeitos devem sempre vir depois de suas causas. É um grave espinho teórico do lado dos protagonistas viajantes do tempo. Para eu viajar de volta no tempo e colocar em movimento os eventos que impedem meu nascimento é colocar o efeito (eu) antes da causa (meu nascimento). Agora, se a velocidade da luz é universal, devemos medi-la para ser o mesmo – 299.792.458 metros por segundo no vácuo – por mais rápido que nos movamos. 

Einstein percebeu que a consequência da velocidade da luz ser absoluta é que o espaço e o tempo em si não podem ser. E acontece que os relógios móveis devem ser mais lentos que os estacionários. Quanto mais rápido você se mover, mais lento será o seu relógio em relação ao que você está passando. A palavra "relativo" é a chave: o tempo parecerá passar normalmente para você. Para todos que estão parados, no entanto, você estará em câmera lenta. Se você fosse se mover na velocidade da luz, você pareceria congelado no tempo – no que diz respeito a você, todos os outros estariam adiantados. Então, se viajássemos mais rápido que a luz, o tempo correria para trás, como nos ensinou a ficção científica? Infelizmente, é preciso energia infinita para acelerar um ser humano à velocidade da luz, muito menos além dela. 

Mas, mesmo que pudéssemos, o tempo não seria simplesmente atrasado. Em vez disso, não faria mais sentido falar de adiantado e atrasado. A lei da causalidade seria violada e o conceito de causa e efeito perderia seu significado. Buracos de minhoca Einstein também nos disse que a força da gravidade é uma consequência da maneira como a massa distorce o espaço e o tempo. Quanto mais massa nos espremermos em uma região do espaço, mais espaço-tempo será deformado e os relógios próximos mais lentos serão acionados. 

Se espremermos massa suficiente, o espaço-tempo ficará tão deformado que até a luz não poderá escapar de sua atração gravitacional e um buraco negro será formado. E se você se aproximasse da borda do buraco negro – seu horizonte de eventos – seu relógio marcaria infinitamente lentamente em relação àqueles distantes dele. Então, poderíamos distorcer o espaço-tempo da maneira certa para se fechar e viajar no tempo? A resposta é talvez, e a deformação que precisamos é de um buraco de minhoca atravessável. Mas também precisamos produzir regiões de densidade de energia negativa para estabilizá-la, e a física clássica do século XIX impede isso. 

A teoria moderna da mecânica quântica, no entanto, talvez não. De acordo com a mecânica quântica, o espaço vazio não está vazio. Em vez disso, ele é preenchido com pares de partículas que entram e saem da existência. Se pudermos criar uma região onde menos pares possam entrar e sair do que em qualquer outro lugar, então essa região terá densidade de energia negativa. 

No entanto, encontrar uma teoria consistente que combine a mecânica quântica com a teoria da gravidade de Einstein continua sendo um dos maiores desafios da física teórica. Um candidato, a teoria das cordas (mais precisamente a teoria-M), pode oferecer outra possibilidade. A teoria-M exige que o espaço-tempo tenha 11 dimensões: a de tempo e a de três de espaço em que nos movemos e mais sete, enroladas de forma invisivelmente pequena. Poderíamos usar essas dimensões espaciais extras para encurtar o espaço e o tempo? Hawking, pelo menos, estava esperançoso. 

Salvando história 

Então a viagem no tempo é realmente uma possibilidade? Nosso entendimento atual não pode descartá-la, mas a resposta provavelmente é não. As teorias de Einstein não descrevem a estrutura do espaço-tempo em escalas incrivelmente pequenas. E, embora as leis da natureza muitas vezes possam estar completamente em desacordo com nossa experiência cotidiana, elas são sempre autoconsistentes – deixando pouco espaço para os paradoxos que abundam quando nos mexemos com causa e efeito na tomada de viagem no tempo pela ficção científica. 

Apesar de seu otimismo lúdico, Hawking reconheceu que as leis desconhecidas da física que um dia substituirão as de Einstein podem conspirar para evitar que objetos grandes como eu e você pulem casualmente (e não causalmente) para trás e para frente no tempo. Chamamos esse legado de sua “conjectura de proteção cronológica”. Quer o futuro tenha ou não máquinas do tempo na loja, podemos nos consolar com o conhecimento de que, quando subimos uma montanha ou avançamos em nossos carros, mudamos a maneira como o tempo passa. Então, no dia de "fingir ser um viajante do tempo", celebrado em 8 de dezembro, lembre-se de que você já é – só não da maneira como esperava. 

Peter Millington é pesquisador do Grupo de Cosmologia de Partículas da Escola de Física e Astronomia da Universidade de Nottingham, no Reino Unido. Este artigo foi publicado originalmente em inglês no The Conversation.

06/10/2018

Maconha é mais prejudicial do que o álcool para jovens, segundo estudo

Um teste feito por pesquisadores da Universidade de Montreal, no Canadá, aponta que a maconha causa mais impacto sobre as habilidades de raciocínio, memória e comportamento dos adolescentes do que o álcool. A pesquisa foi publicada pela rede britânica BBC.

O estudo acompanhou e fez o teste com 3.800 adolescentes, de 31 escolas canadenses, durante quatro anos, iniciando em jovens de 13 anos de idade. O estudo aponta que os adolescentes que usam maconha estão causando danos duradouros em seus cérebros que ainda estão em processo de desenvolvimento.

O estudo indica que tanto o álcool como as drogas ilícitas, como a maconha, causam problemas de cognição dos adolescentes, inclusive influenciando em tomada de decisões e no desempenho na escola.


Ainda conforme os pesquisadores, com o consumo de maconha os problemas são maiores comparado ao consumo de álcool, já que os efeitos duram mais tempo — o efeito do álcool passa mais rápido.

Para fazer a pesquisa, os alunos detalhavam seus hábitos de consumo de drogas e bebida uma vez por ano e os pesquisadores testavam as habilidades cerebrais com base em testes cognitivos feitos em computadores.

Dos adolescentes pesquisados, 28% disseram ter consumido maconha de alguma forma, enquanto o álcool foi consumido por 75% dos adolescentes testados.

Fonte: R7

23/06/2018

Especialistas contrariam a OMS e dizem que não existe “vício em videogame”

Recentemente, a Organização Mundial da Saúde incluiu o vício em videogames na sua lista oficial de doenças. O transtorno estaria relacionado à baixa autoestima, depressão e mal-estar. Mas, para muitos profissionais da área, a OMS está se ficando meio precipitada demais, até porque os estudos a respeito desse assunto não são tão conclusivos assim.


Os especialistas argumentam que ainda não sabemos o suficiente para afirmar que exista, de fato, um distúrbio relacionado a games, dizendo que as evidências para isso são inconsistentes, com critérios muito amplos para se determinar se uma pessoa está, de fato, "viciada" em games — ou se o "buraco" é mais embaixo.

Para a OMS, pode ser diagnosticado como viciado em games aquele que prefere fortemente jogar em vez de fazer outras atividades, não parando de jogar mesmo quando há consequências negativas em sua vida pessoal e profissional, com tudo isso acontecendo há pelo menos um ano. Mas, entre os argumentos que defendem que não existe vício em games como sendo uma doença está a ideia de que um diagnóstico mais amplo, como o da depressão, por exemplo, pode ser mais assertivo.


"Você pode eliminar facilmente a palavra 'jogo' e colocar 'sexo' ou 'comida' no lugar", na hora de falar em vícios do tipo, segundo o psicólogo do Instituto de Internet de Oxford, Andrew Przybylski. Para ele, a definição de vício em games não diz nada sobre quais tipos de jogos ou quais recursos deles podem ser viciantes e, por isso, é algo muito amplo. O especialista acredita que a definição da OMS "pode levar a uma espécie de patologização de todos os aspectos da vida".

Já Michelle Colder Carras, pesquisadora de saúde pública da Universidade Johns Hopkins, acredita que, apesar de ser inegável que existam pessoas que sofrem porque jogam muito videogame, essas pessoas geralmente podem receber tratamento psiquiátrico sob um diagnóstico mais amplo, incluindo depressão e ansiedade. Pessoas depressivas e/ou ansiosas comumente procuram por válvulas de escapes, e a tecnologia é apenas uma delas.

Outro argumento dado pelos especialistas a fim de derrubar a classificação da OMS é que não há dados concretos para calcular quantas pessoas podem ter um real vício em jogos eletrônicos. Esses dados costumam ser coletados a partir dos próprios usuários que se autodenominam "viciados" em games. Há estudos, por exemplo, que mostram uma taxa de 1% de pessoas viciadas em jogos, enquanto outros sugerem taxas até 100 vezes maiores, não havendo, portanto, uma consistência.


Por fim, esse diagnóstico amplo demais pode estigmatizar os jogadores, levando a mais equívocos nesse sentido. Carras usou como argumento para essa ideia um recente artigo publicado no Observer, que sugeria que tal diagnóstico poderia ajudar a evitar tiroteios em escolas, insinuando que os games seriam causadores desse tipo de violência. "Há um risco de pânico moral com pessoas que não entendem os videogames, com crianças sendo levadas a um tratamento que não precisariam", disse Carras.

Vale ressaltar que a OMS está evitando usar a palavra "vício", preferindo rotular a classificação como "transtornos devido ao comportamento obsessivo". E este é outro problema, na visão de Przybylski: "Acho muito intencional que eles tenham evitado o uso do termo 'vício' e usado um termo ambíguo como 'transtorno'". Em sua opinião, "se existem pessoas que sofrem, por que não chamar de vício?", questiona. Ele encerra seus argumentos dizendo que "se começarmos a criar todos esses 'vícios', que em sua maioria são comportamentos normais, isso pode desviar recursos daqueles que sabemos que causam sofrimento real".

12/06/2018

Biólogo afirma ter transferido a memória de uma lesma para outra

Durante 45 anos de sua vida, o neurocientista Eric Kandel, vencedor do Prêmio Nobel de Medicina no ano 2000, dedicou-se ao estudo da aplísia, uma espécie de lesma-do-mar. Interessado em descobrir os processos que envolvem nossa memória, buscou estudar o animal com o sistema nervoso mais simples que encontrou.

Seus experimentos se saíram melhor do que o esperado. Descobriu que nossos neurônios fazem mais ou menos as mesmas coisas que o gosmento ser marinho, com a diferença de que na gente eles se apresentam em em maior número. Assim, conseguiu identificar os genes e proteínas que possibilitam a permanência da memória nos neurônios.

Suas descobertas serviram de base para que outros pesquisadores aprofundassem os conhecimentos sobre a memória. Agora, um grupo de biólogos da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, afirma ter conseguido transferir a memória de uma lesma-do-mar para outra.


Para isso, os cientistas deram leves choques elétricos na cauda do bicho repetidas vezes, fazendo com que aumentasse o reflexo da lesma de se contrair diante à agressão. Por fim, esses apresentavam contração defensiva cada vez mais longas, chegando a 50 segundos. Um tipo simples de aprendizado conhecido como "sensibilização".

Os pesquisadores extraíram o RNA dos sistemas nervosos dessas lesmas traumatizadas e injetaram em sete que não receberam nenhum choque. Esses, passaram a se contrair em defesa como se elas próprias tivessem levado os choques, um processo que durou 40 segundos, em média. "É como se tivéssemos transferido a memória", afirma David Glanzman, autor do estudo e professor de biologia e fisiologia integrativa da UCLA.

Em seguida, os pesquisadores pegaram amostras de neurônios de lesmas normais e, em uma placa de Petri, misturaram com o RNA de animais que tiinham levado os choques e outros que não. Descobriram que, assim como acontece no corpo vivo da lesma, os neurônios que tiveram contato com a substância extraída das lesmas torturadas apresentou mais excitabilidade.

O biólogo está animado com a descoberta, que, segundo ele, pode servir como base para desenvolver a cura para doenças — em humanos, não lesmas. "Eu acho que, em um futuro não muito distante, poderíamos potencialmente usar RNA para melhorar os efeitos do tratamento do Alzheimer ou transtorno de estresse pós-traumático."

Fonte: Galileu

03/06/2018

Fazer faxina por apenas 20 minutos na casa é capaz de reduzir estresse, segundo estudo

Um estudo publicado em 2008 na revista científica British Journal of Sports Medicine, sugere que fazer faxina por apenas 20 minutos seguidos por semana já é capaz de trazer inúmeros benefícios para a saúde mental.

O objetivo dos pesquisadores da University College, em Londres, era estabelecer quais atividades físicas traziam mais benefícios para a saúde mental e quantificar o tempo necessário para que os exercícios tivessem impacto psicológico. 

Os resultados indicam que são necessários 20 minutos seguidos de exercício – o suficiente para deixar a pessoa ofegante – para que a atividade física provoque uma "melhora no humor" e diminua o estresse. 


A equipe de pesquisadores estabeleceu ainda que as atividades mais apropriadas seriam a faxina, a jardinagem, a caminhada e a prática de esportes. 

Resultados

Para chegar aos resultados, a equipe perguntou a 20 mil pessoas quanto tempo e que tipo de exercícios praticavam semanalmente, além de questões sobre o estado de saúde mental. Dos voluntários, 16% (3,2 mil) sofriam de algum tipo de estresse ou ansiedade. 

De acordo com o estudo, os praticantes de esportes reduziam os riscos de estresse em cerca de 30%, enquanto a caminhada e as atividades domésticas como faxina e jardinagem contribuem para uma redução de 20%. 

"Muitos estudos sugerem o benefício da prática de exercícios na saúde mental, mas pela primeira vez conseguimos quantificar o tempo necessário para que a atividade faça diferença", disse Mark Hamer, que liderou o estudo. 

"No entanto, é uma questão como a do o ovo e a galinha, já que a maioria das pessoas que sofrem de estresse ou ansiedade são menos propensas a praticar exercícios físicos", explicou. 

Apesar dos resultados, a equipe afirma que o próximo passo da pesquisa será descobrir quais os mecanismos que influem na relação entre a atividade física e a saúde mental. 

Segundo a ONG Sane, que trabalha com saúde mental, as razões do estresse são geralmente pouco compreendidas e em casos mais sérios, as pessoas precisam procurar ajuda profissional. 

No entanto, o porta-voz da organização, Richard Colwill, afirmou que os resultados do estudo podem contribuir para uma melhora nas pessoas que sofrem de problemas de saúde mental. 

"A pesquisa oferece esperança de que pequenas mudanças no estilo de vida podem contribuir para o bem-estar psicológico", disse Colwill. 

"O cérebro é um órgão tão 'físico' quanto o coração ou os pulmões. Por isso, não deve ser uma surpresa que pequenas quantidades de exercícios regulares podem contribuir para uma redução nos problemas psicológicos", concluiu. 

Aeróbica

Uma outra pesquisa publicada na mesma revista científica também trata dos benefícios do exercício físico, mas entre os mais velhos. 

O estudo da Universidade de Toronto, no Canadá, sugere que fazer exercícios aeróbicos regularmente na meia-idade pode aumentar a expectativa de vida em até 12 anos e ajudar a prolongar o período de vida independente. Segundo a pesquisa, que analisou 400 pessoas com idade entre 55 e 85 anos, a prática freqüente de exercícios aeróbicos “treina” o corpo a usar o oxigênio para gerar energia de maneira mais eficaz.  Lorna Layward, diretora de pesquisas da ONG Help the Aged, que trabalha com idosos, “nunca é tarde para começar a fazer exercícios”. 

"Quando as pessoas ouvem a palavra 'aeróbico', tendem a pensar em Lycra e roupas de ginástica, mas existem vários tipos de atividades desta espécie, como dançar ou nadar, que podem fazer uma diferença enorme", disse Layward. 

"Existe uma suposição de que a aposentadoria significa colocar os pés para cima e relaxar, mas gradualmente estamos observando que se manter ativo pode trazer vários tipos de benefício", concluiu. 

Fonte: G1

30/04/2018

Uso de maconha aumenta risco de problemas de ereção, segundo pesquisa

Uma pesquisa realizada por uma universidade canadense mostrou evidências de que assim como o consumo de cigarro, o consumo de maconha pode também afetar de forma negativa o desempenho sexual masculino. Isso porque seu uso pode causar problemas de ereção.

A pesquisa da Queen´s University, no Canadá, vai além do conhecimento já disseminado de que a maconha pode afetar certos receptores no cérebro. De acordo com o estudo do pós-doutorando do Departamento de Farmacologia e Toxicologia, Rany Shamloul, esses receptores também existem no pênis.

O consumo de maconha pode ter um efeito contrário sobre esses receptores do pênis, tornando mais difícil para um homem alcançar e manter uma ereção.

Segundo o pesquisador, os resultados mudam o atual entendimento do impacto do uso da maconha sobre a saúde sexual.


O pesquisador alerta que nem todos os usuários de maconha conhecem os efeitos que ela traz ao organismo.

A maconha é a droga ilícita mais usada globalmente. E ela é frequentemente usada por jovens, pessoas sexualmente ativas que não estão cientes dos efeitos danosos que podem ter sobre seu desempenho e saúde sexual.

Fonte: R7

28/04/2018

Vírus Zika ataca e destrói câncer em experimento científico brasileiro feito na USP

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) mostra que o vírus da zika é capaz de infectar e matar as células de tumores cerebrais com grande eficácia, sem causar danos às células saudáveis.

De acordo com os autores da pesquisa, os resultados sugerem que, no futuro, vários tipos de tumores agressivos do sistema nervoso central poderiam ser tratados com algum tipo de abordagem envolvendo o uso do vírus da zika, conhecido por sua preferência por atacar células do cérebro em formação.

Realizada por cientistas do Centro de Estudos do Genoma Humano e Células-Tronco da USP, sob coordenação da geneticista Mayana Zatz, nesta quinta-feira, 26, na revista científica Cancer Research, da Associação Americana para a Pesquisa do Câncer.

Segundo Keith Okamoto, autor principal da pesquisa, estudos anteriores já haviam mostrado que o vírus da zika tem uma grande afinidade por células do sistema nervoso central, em especial as células-tronco neurais, que dão origem aos neurônios.

Assim, quando um feto é infectado, o vírus ataca seu sistema nervoso e reduz drasticamente a quantidade de células-tronco neurais, gerando problemas como a microcefalia.

Por outro lado, segundo Okamoto, estudos feitos pelo grupo da USP sobre tumores do sistema nervoso central mostravam que as células que compõem esses tumores têm características semelhantes às das células-tronco neurais e estão ligadas ao processo de disseminação do câncer – a metástase.


“Essas células tumorais são especialmente resistentes aos tratamentos convencionais como quimioterapia e radioterapia. Por isso decidimos investigar se o vírus da zika, que infecta células-tronco normais, poderia também infectar e matar as células tumorais que têm características de células-tronco”, disse Okamoto ao Estado.

Para realizar a pesquisa, os cientistas infectaram com zika células humanas derivadas de dois tipos de tumores cerebrais que afetam especialmente crianças de até cinco anos de idade: meduloblastoma e tumor teratóide rabdóico atípico. O procedimento também foi feito com células de câncer de mama, de próstata e de intestino.

Em um dos experimentos, os pesquisadores utilizaram essas células tumorais humanas para induzir o crescimento de tumores cerebrais “humanos” em camundongos.

Depois de desenvolver o câncer em estágio avançado, os animais receberam uma injeção com o vírus da zika. Os tumores regrediram em 20 dos 29 animais tratados com o vírus – em sete deles, a remissão foi completa e o tumor desapareceu. O vírus também bloqueou e reverteu metástases.

“O estudo mostrou que o vírus da zika de fato possui afinidade com as células do sistema nervoso central, infectando e matando as células tumorais de forma seletiva. O mesmo não ocorreu com os tumores de mama, próstata e intestino. As células-tronco tumorais se mostraram ainda mais suscetíveis a serem destruídas pelo vírus do que as células-tronco sadias. Observamos também que o vírus não foi capaz de infectar os neurônios maduros”, explicou Okamoto.

Segundo o cientista, o fato do vírus da zika não afetar os neurônios maduros é crucial do ponto de vista da segurança, já que a destruição de neurônios saudáveis seria uma barreira para o uso do vírus em uma futura terapia contra o câncer cerebral.

“Mostramos que o vírus tem propriedade oncolítica, isto é, ele é capaz de atacar preferencialmente as células tumorais, preservando as células normais do mesmo tecido. Essa linha de estudos é bastante nova e nosso estudo é o primeiro com o vírus da zika a mostrar resultados em células humanas”, disse o pesquisador.

Okamoto conta que as propriedades oncolíticas já haviam sido observadas em outros vírus e a estratégia do uso de vírus como “arma” contra o câncer já é uma realidade.

Em 2015, a FDA – a agência americana responsável pela regulação de fármacos, terapias e alimentos – aprovou um tratamento que utiliza uma forma modificada do vírus da herpes para tratar melanoma.

No ano passado, quando os cientistas brasileiros já haviam enviado o novo artigo para publicação, um grupo de cientistas americanos publicou um estudo que também mostrou como o vírus da zika destrói células de glioblastoma – outro tipo de câncer cerebral -, mas o estudo foi feito sem o uso de células humanas.

“O estudo sobre o glioblastoma é importante, porque é um tipo de câncer agressivo que carece de tratamento. Mas o estudo não foi feito com células de tumores humanos – e sim com células de tumores de camundongos, que respondem de forma diferente”, disse Okamoto.

Como foram utilizadas células de tumores humanos nos camundongos, o estudo brasileiro conseguiu demonstrar não apenas que o vírus da zika consegue reduzir os tumores, mas também inibir a metástase. No caso do glioblastoma, a metástase é rara, já que o paciente costuma morrer antes que o tumor se alastre.

“Outra novidade importante do nosso estudo é que pela primeira vez foi feito um estudo de escalonamento da dose. Isto é, nós adicionamos quantidades crescentes do vírus às células tumorais para descobrir qual é a quantidade mínima capaz de promover a infecção. Verificamos que uma dose do zika 50 vezes menor que a utilizada pelos americanos já é suficiente para eliminar os tumores”, explicou Okamoto.

O estudo brasileiro também mostrou que depois de atacar as células-tronco tumorais, o vírus da zika não consegue se reproduzir com eficiência – o que evitaria que os pacientes tratados contra o câncer ficassem doentes com a infecção viral.

“Normalmente, quando um vírus infecta uma célula, ele sequestra sua maquinaria para se replicar e depois libera uma quantidade imensa de partículas virais que irão infectar outras células. Mas descobrimos que, por algum motivo, o vírus não consegue se replicar de forma eficiente na célula de câncer, porque as partículas virais produzidas são defeituosas, com pouca capacidade para destruir células normais.”

Fonte: EXAME

13/03/2018

Fumar maconha apenas 5 vezes na adolescência já aumenta risco de psicose, segundo estudo

Fumar maconha pode não ter os mesmos efeitos para todo mundo e, quando o início do hábito começa na adolescência, é ainda mais prejudicial.

E não precisa de muito: fumar cannabis apenas cinco vezes na vida, quando o indivíduo ainda é adolescente, aumentam-se os riscos de desenvolver psicose — desordem mental na qual o indivíduo perde o contato com a realidade. É o que atestam novas descobertas lideradas por pesquisadores finlandeses, da Universidade de Oulu.

Tais estudos apoiam uma série de evidências que mostram que, consequentemente, a cannabis pode até aumentar o risco de suicídio.


“Nossas descobertas estão em consonância com as visões atuais sobre o uso pesado de cannabis, particularmente quando iniciadas em uma idade precoce, estando ligada a um risco aumentado de psicose”, comentou um dos pesquisadores do trabalho publicado no  The British Journal of Psychiatry. 

Especialistas afirmam um estudo nacional inglês, divulgado há dois anos, mostrou que o consumo de skunk (variação da cannabis com maior concentração de substâncias psicoativas) entre os jovens ingleses aumentou bastante e, tal fato, já está associado a pelo menos 1/4 de novos casos de algum tipo de psicose da população.

Detalhes do estudo

Mais de 6.000 voluntários entre 15 e 30 anos, foram acompanhados para avaliar o risco de doença. Os números estimam que cerca de 1% da população sofra de psicose, o que pode causar delírios, como ouvir vozes e levar a graves dificuldades.

Em estudo paralelo, que envolveu o estudante de doutorado Antti Mustonen, mostrou uma ligação entre fumar cannabis e progressão do desenvolvimento de psicose.

Mustonen, que trabalhou ao lado dos especialistas de Cambridge e Queensland, acrescentou: “Se possível, devemos nos esforçar para evitar o uso precoce da cannabis”.

Cigarro ligados à psicose

Um estudo separado, publicado na Acta Psychiatrica Scandinavica, mergulhou na ligação entre fumar cigarros e psicose. No trabalho, pesquisadores mostram dados de adolescentes que fumaram em média 10 cigarros por dia terem mais chances de sofrerem com psicose.

Tal risco também é aumentado se o tabagismo começar antes dos 13 anos, de acordo com a pesquisa, liderada pelo professor Jouko Miettunen. O profissional  explicou que os achados eram verdadeiros mesmo quando contabilizavam outros fatores que aumentavam o risco, incluindo histórico familiar da doença.

“Com base nos resultados, a prevenção do tabagismo adolescente provavelmente terá efeitos positivos sobre a saúde mental da população na vida adulta”, afirmou.

Ian Hamilton, professor de saúde mental na Universidade de York, disse à publicação MailOnline que tais achados eram “preocupantes” e o contrário também acontecia.

“Pessoas com problemas de saúde mental são mais propensas a fumar.  “Este estudo sugere que isso não é um acidente, pois fumar parece aumentar o risco de desenvolver sérios problemas de saúde mental, como psicose”, acrescentou.

Fonte: VEJA

02/03/2018

Sebastian Gallegos, o veterano norte-americano de guerra que comanda prótese do braço com sinais do cérebro

Um veterano de guerra norte-americano chamado Sebastian Gallegos recebeu uma prótese inovadora para substituir seu braço, que ele perdeu durante uma explosão no Afeganistão. A prótese, que custa US$ 110 mil, recebe os sinais do cérebro e se movimenta como se fosse o braço natural.

O fuzileiro naval agora tenta se adaptar ao novo aparelho robótico, tendo que reaprender funções que antes eram naturais para ele.

Como tudo aconteceu

Após a explosão na guerra que aconteceu no Afeganistão, Sebastian despertou para ver o sol de outubro cintilando na água, uma imagem tão adorável que ele achou que estava sonhando. Então algo chamou sua atenção, o arrastando de volta à dura realidade: um braço, boiando perto da superfície, com um elástico preto de cabelo em volta do seu pulso.

O elástico era uma recordação de sua esposa, um amuleto que ele usava em toda patrulha no Afeganistão. Agora, das profundezes de sua bruma mental, ele o observava flutuando como um pedaço de madeira em uma leve correnteza, preso a um braço que não estava mais ligado a ele.

Ele foi vítima de uma explosão e estava no fundo de uma vala de irrigação.

Dois anos depois, o cabo se vê ligado a um tipo diferente de membro, um dispositivo robótico com motor eletrônico e sensores capazes de ler sinais de seu cérebro. No consultório de sua terapeuta ocupacional, ele estava levantando e baixando uma esponja enquanto monitorava uma tela de computador, que rastreia os sinais nervosos em seu ombro.


"Fechar a mão", "levantar o cotovelo", são alguns comandos que ele agora diz para si mesmo. O braço mecânico levanta, mas a mão como garra abre, soltando a esponja. "Tente de novo", instrui a terapeuta. Mesmo resultado. De novo. Engrenagens minúsculas chiam e sua testa enruga com o esforço mental. O cotovelo levanta e desta vez a mão permanece fechada. Ele respira aliviado.

Sucesso.

"Como um bebê, você pode segurar um dedo", disse o cabo. "Eu tenho que reaprender."

Imagina só você tendo que reaprender a mexer com as mãos para fazer basicamente tudo o precisa? Não é uma tarefa fácil. Dos mais de 1.570 militares americanos que tiveram braços, pernas, pés ou mãos amputados por ferimentos no Iraque ou Afeganistão, menos de 280 perderam membros superiores. As dificuldades deles no uso de próteses são em muitos aspectos muito maiores do que para aqueles que perderam membros inferiores.

Entre os ortopedistas, há um ditado: as pernas podem ser mais fortes, mas braços e mãos são mais inteligentes. Com um grande número de ossos, juntas e riqueza de movimento, os membros superiores estão entre as ferramentas mais complexas do corpo. Reproduzir suas ações com braços robóticos pode ser extremamente difícil, exigindo que os amputados entendam as contrações distintas dos músculos envolvidos em movimentos que antes faziam sem pensar.

Dobrar o braço, por exemplo, exige pensar na contração de um bíceps, apesar do músculo não existir mais. Mas o pensamento ainda envia um sinal nervoso que pode dizer à prótese para dobrar. Toda ação, de pegar um copo a virar as páginas de um livro, exige algum exercício do cérebro.

"Há muita ginástica mental com as próteses de membros superiores", disse Lisa Smurr Walters, a terapeuta ocupacional que trabalha com Gallegos no Centro para os Intrépidos, do Centro Médico Brooke do Exército, em San Antonio.


A complexidade dos membros superiores, entretanto, é apenas parte do problema. Apesar da tecnologia das próteses de pernas ter avançado rapidamente na última década, as próteses de braços têm sido mais lentas. Muitos amputados ainda usam ganchos movidos pelo corpo. E os braços eletrônicos mais comuns, dos quais a União Soviética foi pioneira nos anos 50, melhoraram com os materiais mais leves e microprocessadores, mas ainda são difíceis de controlar.

Aqueles que perdem membros superiores também precisam lidar com a perda crítica das sensações. O toque –a habilidade de diferenciar uma pele de bebê de uma lixa ou de dosar a força para segurar um martelo ou dar um aperto de mão– deixa de existir.

Por todos esses motivos, quase metade daqueles que perdem membros superiores optam não pelo uso de uma prótese, mas por seguir em frente com apenas um braço. Em comparação, quase todos aqueles que perdem membros inferiores usam próteses.

Mas Gallegos, aos 23 anos, faz parte de uma pequena vanguarda de militares amputados que está se beneficiando com os novos avanços na tecnologia de membros superiores. Neste ano, ele foi submetido a uma cirurgia pioneira conhecida como reenervação muscular seletiva, que amplifica os sinais nervosos minúsculos que controlam o braço. Na prática, a cirurgia cria "soquetes" adicionais, nos quais os eletrodos da prótese podem ser conectados.

Um maior número de soquetes lendo sinais mais fortes tornará o controle de sua prótese mais intuitivo, disse o dr. Todd Kuiken, do Instituto de Reabilitação de Chicago, que desenvolveu o procedimento. Em vez de ter que pensar em contrair tanto o tríceps quanto bíceps apenas para fechar a mão em punho, o cabo poderá apenas pensar "fechar a mão" e os nervos apropriados poderão ser ativados automaticamente.

Nos próximos anos, nova tecnologia permitirá aos amputados sentir com suas próteses ou usar programas de reconhecimento de padrões para movimentar seus dispositivos mais intuitivamente, disse Kuiken. E um novo braço em desenvolvimento pelo Pentágono, o DEKA Arm, é muito mais hábil do que o atualmente disponível.

Mas para Gallegos, controlar sua prótese de US$ 110 mil após a cirurgia de reenervação continua sendo um desafio e provavelmente exigirá mais meses de exercícios tediosos. Por esse motivo, apenas os amputados mais motivados –superusuários, como são chamados– são autorizados a receber a cirurgia.

Gallegos nem sempre foi assim

Seu pai, um veterano do Exército, não queria que ele ingressasse na infantaria, mas seu filho era como ele, teimoso e acabou ignorando o conselho.

Gallegos cresceu no Texas, criado na pobreza principalmente por sua mãe divorciada. Ele era inteligente, ambicioso e um pouco sabe-tudo, disse sua esposa, Tracie, que cursou o colégio com ele. Uma bolsa universitária parecia certa. Mas a ideia do serviço militar falou mais alto.

"Eu sentia que era imaturo demais para ir à escola e ser um moleque na faculdade", ele disse.

O Corpo de Fuzileiros Navais (Marine Corps, em inglês) parecia ser o desafio perfeito.

Ele amava a corporação e a corporação parecia amá-lo. Antes de ser enviado para o campo de batalha em 2010, ele foi nomeado líder de uma equipe de três e enviado para aprender pashtu básico, a língua do maior grupo étnico do Afeganistão.

Sua unidade, a Companhia Lima do 3º Batalhão, 5º dos Fuzileiros Navais, saiu do Campo Pendleton, chegou à província de Helmand em setembro daquele ano e imediatamente enfrentou alguns dos combates mais duros da guerra, que resultaram na perda de 25 homens em sete meses, a maioria por artefatos explosivos improvisados, ou AEIs.

Em outubro, Gallegos, estava caminhando na segunda posição em uma patrulha pelo distrito de Sangin quando pisou em um canal de irrigação, ouviu uma explosão e apagou. Quando despertou, ele se viu ancorado no fundo por sua armadura e armamento. Ele tentou se soltar com seu braço direito, sem perceber que ele tinha sido virtualmente partido abaixo do ombro.

No helicóptero de evacuação, o cabo vislumbrou seu braço intacto envolto em bandagens, o que lhe deu esperança de que os médicos conseguiriam reimplantá-lo.


Essa esperança acabou no Centro Médico Brooke do Exército, onde ele deu início ao longo processo de recuperação. Sua postura, ele reconhece agora, foi negativa, influenciada por outro marine que raramente usava sua prótese porque a considerava muito desconfortável.

Mas então Gallegos conheceu um amputado da Força Aérea que foi um dos primeiros em Brooke a receber a cirurgia de reenervação muscular seletiva. O aviador o alertou que a reabilitação seria frustrante e dolorosa, mas que a recompensa seria imensa.

"Não dava para perceber, a menos que olhasse atentamente para ele, que ele não tinha o braço", disse Gallegos. "Então pensei: 'Eu quero ser melhor do que ele'."

Primeiro, entretanto, ele teve que aprender a lidar com a dor do membro fantasma. Uma sensação pulsante como a de ter um torniquete apertado no braço, a dor às vezes é forte o bastante para manter o cabo preso à cama, o que o deixa incapaz de se concentrar ou conversar.

"Ele vive com dor constante", disse Tracie Gallegos, que está cursando enfermagem. "Mas ele não se queixa, porque não quer que as pessoas perguntem: 'Você está bem?' Essa pergunta realmente o incomoda."

Com o passar do tempo, medicação e cirurgias reduziram a dor o suficiente para que ele voltasse a praticar com o braço robótico. Ele descobriu que o dispositivo é um enigma para o cérebro, frustrando seus esforços para fazê-lo obedecer. Mais de uma vez ele ameaçou atirá-lo pela janela.

Para motivá-lo nesses momentos, ele pensava em seus amigos marines. Ele então fez uma manga de silicone em tom de pele para sua prótese, gravada com os nomes de todos os 10 marines da Companhia Lima que morreram em Sangin. Agora, quando ele precisa de estímulo, ele olha para o braço – no local onde antes ele usava o elástico de cabelo de sua esposa– e recita todos os nomes deles como uma oração pessoal.


Quando ele começou a usar seus braços mecânicos por mais tempo a cada dia, seu protesista, Ryan Blanck, decidiu que Gallegos poderia estar pronto para a cirurgia de reenervação seletiva. O procedimento explora a capacidade natural dos músculos de amplificar os sinais nervosos. Ao redirecionar os nervos para os músculos saudáveis e redesenhar o tecido para deixá-los mais próximos dos sensores na prótese, o procedimento fortalece os sinais do cérebro e, consequentemente, a capacidade deles de controlar a máquina.

Ao usar o mesmo tipo de prótese que usava antes, Gallegos notou a diferença quase que imediatamente. Ele não mais precisava pensar tanto em contrair vários músculos: quando ele queria que o braço se movesse, ele se movia, mais rápido e com maior fluidez.

Mas isso não significava que ele se movia como ele queria. Ele ainda tem problemas com "linha cruzada", quando certos nervos falam mais alto que outros. Se um nervo do pulso domina, por exemplo, um paciente pode ter que pensar em virar o pulso para poder fechar a mão. Mas com o uso repetido, os nervos passam a se entender e a necessidade de artifícios desaparece, disse Kuiken.

Apesar de todos seus ganhos com a prótese, Gallegos não superou o embaraço que sente quando usa seu braço robótico em público. Certa vez a mão se soltou em um restaurante lotado, assustando uma criança próxima. No escuro do cinema, os sons como do Exterminador do Futuro de seu braço provocam sussurros surpresos. E até hoje ele não veste camisas de manga curta em restaurantes.

"Mesmo que esteja calor, eu visto uma jaqueta para evitar que olhem", ele disse.

Por um ano após quase se afogar no Afeganistão, Gallegos não conseguia se aproximar de água, qualquer que fosse, mesmo a River Walk, um calçadão margeado por restaurantes na margem do Rio San Antonio. Mas um terapeuta o ajudou a superar sua ansiedade, primeiro nadando, depois andando de caiaque e depois surfando.

Ben Kvanli, um ex-atleta olímpico que dirige um programa de caiaques para soldados inválidos, disse que Gallegos foi inicialmente um remador ambivalente. Mas sua técnica era boa, em parte porque a prótese o forçava a usar mais seus músculos principais. E ele era rápido.

Tão rápido que Kvanli o está encorajando a tentar participar da equipe nacional paraolímpica no ano que vem.

"Independência é uma grande parte disso", disse Kvanli. "Ele está provando algo."

Fortemente independente desde a infância, ele teve dificuldade com a perda da independência após perder seu braço. De repente, ele tinha que pedir ajuda com botões, zíperes e cadarços. E ele odeia pedir ajuda.

Há buracos na parede de sua sala de estar que testemunham suas tentativas fracassadas de pendurar coisas usando sua prótese. E ele ainda estremece com a lembrança de dar ordens para sua esposa enquanto ela montava os móveis da sala de estar que ele não podia montar.

"Ainda há muita coisa complicada", ele disse. "Eu ainda estou descobrindo dia a dia qual será o meu normal."

Por esse motivo, ele não faz mais grandes planos para o futuro, como fazia antes. Mantenha tudo simples, ele diz para si mesmo: saia da Corporação dos Marines. Vá para a faculdade. Aprenda a amarrar o sapato com uma mão robótica.

E talvez, apenas talvez, se torne um atleta paraolímpico.

Assim, lá estava ele em uma tarde recente, andando de caiaque no ensolarado Rio San Marcos, usando a prótese errada, porque ele quebrou sua prótese para caiaque enquanto surfava. Normalmente ele fica à frente do grupo, mas naquele dia seu braço ficava se soltando e ele parecia sentir dor ao se esforçar para acompanhar os demais.

Mas de sua boca não saiu nada que parecesse uma queixa. E ao final da viagem de seis horas, ele subiu os quatro metros da Graduation Falls, a primeira vez que o fez de barco. Após a queda vertical na água espumante, seu caiaque desapareceu momentaneamente antes de voltar à superfície como uma rolha.

Com olhar sorridente sob a aba de se capacete, Gallegos remou até a margem, colocou seu barco no ombro bom e começou a caminhar penosamente rio acima. Ele não pediu ajuda, parece que dessa vez ele seguiu em frente.

Fonte: UOL

07/01/2018

Edmir Américo, o médico brasileiro que “criou a cura” para a rinite alérgica

Um médico pesquisador brasileiro publicou o resultado de 10 anos de um estudo que mudou a vida de muitos brasileiros: a vacina contra rinite alérgica. Seu nome? Edmir Américo Lourenço, professor titular da disciplina de otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina de Jundiaí (SP). Utilizando uma vacina específica para cada indivíduo, Edmir encontrou um tratamento de longo prazo para melhorar a qualidade de vida das pessoas que sofrem desse problema.

Segundo a pesquisa, em cerca de 80% dos pacientes testados os sintomas desapareceram. "O paciente não deixa de ser alérgico, mas as melhorias clínicas é que são importantes porque o indivíduo que não tem sintomas é como se ele estivesse curado. Existe um estigma genético para o alérgico, que isso não se desfaz com o tratamento de vacina. As vacinas estimulam a formação de defesas próprias, de anticorpos específicos contra as causas de alergia de que ela é portadora", explicou o pesquisador, que é doutor e mestre pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).


O pesquisador, que tem mais de 80 estudos publicados, dedicou a vida profissional ao tratamento das doenças respiratórias quando decidiu analisar o prontuário de centenas de pacientes. O procedimento mostrou inclusive bons resultados em todos os que fizeram o tratamento até o fim. 

O trabalho com 281 pacientes com mais de três anos de idade, realizado em Jundiaí, foi publicado no mês de março de 2016 na revista brasileira editada em língua inglesa "International Archives of Otorhinolaryngology", que destaca trabalhos científicos de otorrino no Brasil e no exterior. 

Como são feitos os procedimentos do tratamento?

Nos primeiros passos da pesquisa, foram feitos testes na pele para saber quais são as causas da alergia. De acordo com o resultado, é feita uma vacina individual e específica em laboratório especializado para cada paciente. O tratamento inicialmente está disponível somente em clínicas particulares. O custo é de um pouco mais de R$ 1,5 mil. "O paciente procura o médico e passa por testes. Depois, de acordo com os resultados, o especialista faz a solicitação para a produção individual da vacina em laboratório. Em meu tratamento, são 30 doses aplicadas durante 1 ano de 2 meses", explica o médico. 

"O indivíduo alérgico pode ter uma melhora clínica no seu dia a dia, melhora da qualidade de vida, melhora da qualidade do sono, da capacidade de trabalho, do seu humor. Mas ele não deixa de ser alérgico. Ele não pode ser exposto a situações extremas. Ele tem uma defesa própria, mas que pode ser insuficiente em determinadas condições. Para o dia a dia dele, ele ter uma qualidade de vida muito melhor", destaca Edmir.

Confira a reportagem:


Asma e rinite afetam 15% a 25% da população

De acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), o tratamento em questão é chamado de imunoterapia, já utilizado há muitos anos e, segundo a ASBAI, não pode ser realizado isoladamente, pois ele está inserido em um Protocolo de Procedimentos, considerado fundamental para o sucesso do tratamento.

Estima-se que 15% a 25% da população seja afetada por doenças alérgicas como asma e rinite. Elas são causadas por inalantes como poeira, ácaros, fungos, pelos de animais e poluição aérea. Inclusive, o uso de imunoterapia controla as doenças como asma e rinite, podendo reduzir em mais 70% os sintomas e melhorando a qualidade de vida.

O tratamento de imunoterapia é indicado quando o paciente tem testes alérgicos positivos e não consegue controlar suas alergias por outros meios. Ela deve ser feita juntamente com outros procedimentos, como controle ambiental (para evitar os agentes causadores da alergia), medicação profilática ou preventiva (para evitar crises) e medicamentos de crise (para controlar sintomas).

Segundo informa a ASBAI, o especialista deve ser habilitado para essa prática, caso contrário há riscos de reações alérgicas graves, inclusive óbito. Todo qualquer tratamento de imunoterapia deve ser individualizado e manipulado, conforme sua história clínica e seus testes de alergia, alerta a associação.

Como entrar em contato?

Consultório Dr. Edmir Américo Lourenço

Rua do Retiro, 424 - 5º andar. Conjuntos 53 e 54
Anhangabaú - Jundiaí - SP - CEP:13209-000

Tel: (11) 4521-1697 ou 4521-3181

20/11/2017

Planeta enfrentará, em breve, esfriamento profundo, preveem cientistas russos

Todas as manchas solares desapareceram do lado do Sol que permanece virado para a Terra, relataram cientistas do Instituto de Física Lebedev, em Moscou, após análise de fotos tiradas há duas semanas. Consequências podem ter grande efeito sobre todo o planeta.

Em setembro passado, a Nasa anunciou a maior erupção solar em 12 anos, considerada “inesperada”, uma vez que o Sol caminha para um período de mínimo solar, isto é, quando as atividades solares diminuem.

Com base em observações de outras estrelas parecidas com o Sol feitas pela sonda americana Kepler, os cientistas dos EUA já haviam anunciado em  2016 que o Sol estava entrando em uma fase especial de sua evolução magnética. Esses resultados ofereceram a primeira confirmação real de que os ciclos de manchas solares de 11 anos iriam provavelmente desaparecer por completo e que o Sol teria menos manchas do que na primeira metade de seus 10 bilhões de anos de existência.


Inicialmente, porém, os cientistas pensaram que isso aconteceria de forma lenta, mas, segundo pesquisadores do Instituto Lebedev, o processo já ocorreu: as manchas solares maiores, assim como erupções associadas, desapareceram no Sol.

“Com base na imagem que estamos vendo agora, o Sol está se movendo inevitavelmente para outra redução, que será atingida no final de 2018 ou primeiro semestre de 2019”, declararam os cientistas em um comunicado.

Mas isso ainda é apenas o começo...

Essa é apenas a primeira etapa do processo, contudo. De acordo com os pesquisadores, as regiões de plasma quente também desaparecerão, e a radiação solar acabará sendo reduzida a zero.

“Finalmente, quando atingir o ponto mínimo, a energia magnética solar quase desaparecerá por completo”, disseram os pesquisadores. “Nessa forma, nossa estrela pode existir de vários meses a um ano, após o qual novos fluxos do campo magnético começam a flutuar das profundezas do Sol, aparecem as primeiras manchas solares, e o ciclo solar inicia uma nova revolução por 11 anos.”

Atualmente, manchas e até mesmo erupções isoladas podem ainda aparecer por um curto período, mas tratam-se das últimas atividades. Segundo os estudos, as manchas solares desaparecerão completamente nos próximos 2 a 3 meses.

As consequências para a Terra podem ser uma temporada mais intensa frio, gelo e fortes nevascas. A última chamada “pequena Era do Gelo”, observada nos séculos 17 e 18, coincidiu com a conhecida “falha do ciclo solar, durante a qual, por 50 anos, quase não houve manchas solares no Sol”, explicam os acadêmicos.

Na época, a “pequena Era do Gelo” provocou invernos mais rigorosos na Europa e na América do Norte. Em meados do século 17, fazendas e aldeias dos Alpes suíços foram destruídas por geleiras que invadiram o território do país. Os canais e os rios na Grã-Bretanha e na Holanda frequentemente congelavam, e os primeiros colonos na América do Norte relataram invernos excepcionalmente severos.

Fonte: Band

07/11/2017

Cientistas chineses criam tinta invisível secreta

Esqueça os velhos truques com limão: tintas invisíveis caseiras não são páreo para a invenção mais recente de Congyang Zhang, da Universidade de Jiao Tong, na China.

O pesquisador e sua equipe criaram uma tinta à base de chumbo que só é ativada com a adição de um sal específico – por meio de uma reação química que torna as moléculas na superfície do papel fluorescentes quando expostas à luz negra. Ou seja: a mensagem secreta fica oculta sob duas camadas de proteção. Além de ter acesso a uma fonte de radiação ultravioleta, um possível enxerido precisaria saber exatamente qual composto faz o pigmento brilhar. Não é infalível, mas não dá para negar que ajuda.


Também é possível usar outro sal para promover a reação oposta – e ocultar a mensagem após a leitura. Esse processo pode ser repetido diversas vezes, o que permitia, em uma situação real, a consulta de um documento confidencial sempre que necessário, sem interferir na sua segurança. Os sais são diluídos em um solvente e aplicados usando um spray.

A descoberta saiu na Nature, em que leitores versados em química podem entender o truque com todos os requintes de crueldade da tabela periódica. Os testes foram feitos com uma impressora doméstica modificada e papel tradicional. O maior problema, agora, é encontrar um substituto inócuo para o chumbo – o componente é tóxico e causa problemas de saúde graves. Os pesquisadores afirmaram que a tinta foi descoberta por acidente quando eles pesquisavam nanomateriais brilhantes mais eficientes para a fabricação de telas de aparelhos eletrônicos.

31/10/2017

7 fatos científicos que provam que a Terra NÃO é plana

Por mais que o ser humano já saiba que a Terra é redonda há centenas de anos, algumas pessoas ainda aparentam mostrar dúvidas sobre a questão. Por isso separamos sete fatos científicos que vão te ajudar a convencer aquele colega que não tem tanta certeza sobre o formato do nosso planeta, de que ele não é — e não pode ser — plano.


Observe um barco

Quando um barco desaparece no horizonte ele não vai ficando menor e menor até não conseguimos vê-lo. Na realidade, o que ocorre é que partes da estrutura vão sumindo antes das outras: primeiro o casco da embarcação e só no fim a ponta da vela.

Isso ocorre justamente porque a Terra é redonda. Para compreender melhor, basta utilizar um binóculo ou telescópio para observar o horizonte na sua próxima ida à praia.

Olhe para as estrelas

Aristóteles descobriu esse fato cerca de 350 anos antes de Cristo e nada mudou desde então. Diferentes constelações são visíveis de diferentes latitudes. Provavelmente, os dois exemplos mais marcantes são o Big Dipper e a Southern Cross. O Big Dipper, um conjunto de sete estrelas que se parece com uma concha, é sempre visível em latitudes de 41 graus Norte ou superior, mas não abaixo de 25 graus sul.

Essas diferentes visões só fazem sentido se você imaginar a Terra como um globo, de modo que olhar "para cima" realmente significa olhar para uma faixa de espaço diferente do hemisfério sul ou norte.

Assista um eclipse

Aristóteles também provou sua teoria com a observação de que, durante os eclipses lunares, a sombra da Terra na face do Sol é curvada. Uma vez que esta forma curva existe durante todos esses fenômenos, apesar do fato de que o planeta está girando, o filósofo intuiu corretamente a partir da penumbra que a Terra é curvilínea por toda parte — em outras palavras, uma esfera.

Escale uma árvore

Se a Terra fosse plana, seria possível enxergar tudo independente de onde você está, mas, ao contrário disso, quanto mais altos estamos mais podemos visualizar. Um bom exemplo são as estrelas: podemos vê-las, mesmo elas estando milhares de quilômetros distantes. Ao olhar para os lados de Salvador, por exemplo, não é possível ver as luzes de Belo Horizonte, que está a uma distância bem menor do que estamos dos astros. A explicação? A Terra é esférica.

Faça uma viagem ao redor do mundo

Se você tiver a sorte de ter uma visão desobstruída do horizonte e um voo comercial suficientemente alto, você pode até mesmo descobrir a curvatura da Terra a olho nu. De acordo com um artigo de 2008 na revista Applied Optics, a curva da Terra torna-se sutilmente visível a uma altitude de cerca de 35,000 pés, desde que o observador tenha pelo menos um campo de visão de 60 graus (o que pode ser difícil a partir de uma janela do avião do passageiro).

A curvatura torna-se mais visível acima de 50.000 pés. Os passageiros de um jato supersônico, por exemplo, tem uma visão do horizonte curvo enquanto voam a 60 mil pés.

Compre um balão meteorológico

Em janeiro de 2017, estudantes da Universidade de Leicester, no Reino Unido, amarraram algumas câmeras em um balão meteorológico e enviaram-no para o céu. O balão subiu 77,429 pés (23,6 quilômetros) acima da superfície, bem mais que o nível necessário para ver as curvas do planeta. O instrumento a bordo do balão enviou imagens deslumbrantes que mostram a curva do horizonte.

Compara sombras

A primeira pessoa a estimar a circunferência da Terra foi um matemático grego chamado Eratóstenes, que nasceu em 276 a. C. Ele fez isso comparando os tamanhos de sombras no dia do solstício de verão onde hoje fica Assuão, no Egito, com uma cidade mais a leste de Alexandria. Ao meio dia, quando o sol estava diretamente sobre a cabeça em Assuão, não havia penumbra, entretanto, uma vara colocada no chão da outra cidade lançou uma sombra.

Em uma Terra plana, não haveria nenhuma diferença entre o comprimento das sombras. A posição do sol seria a mesma, em relação ao solo. Apenas um planeta em forma de globo explica por que a posição do sol deve ser diferente em duas cidades a poucas milhas de distância.

Fonte: Galileu

26/10/2017

Cientista descobre como criar diamantes a partir de pasta de amendoim

É indiscutível o quão belo são os diamantes e a sua capacidade de hipnotizar qualquer apreciador. E não é novidade nenhuma que o ser humano, através de procedimentos complexos e extremamente caros, consegue recriar essa maravilha da natureza. Porém, é difícil acreditar em uma das possíveis matérias-primas utilizadas para criar esse belo item que desperta a atenção de qualquer um: a manteiga de amendoim.

Quem fez essa descoberta foi Dan Frost, um pesquisador que estuda o interior do nosso planeta para entender melhor como ele se comporta. O manto da Terra é um lugar bastante perigoso e que concentra os maiores valores de pressões conhecidos pela humanidade. Em seus experimentos em que tentava simular essas condições, Frost conseguiu criar diamantes utilizando a manteiga de amendoim.


O segredo

“Se nós quisermos entender como a Terra foi formada, então uma das coisas que precisamos entender é do que ela é formada”, conta o pesquisador sobre o que o motiva a pesquisar o manto do nosso planeta. Na realidade, o que o Frost estava tentando fazer era simular as condições extremas encontradas nesses ambientes de alta pressão e acabou descobrindo que era possível “fabricar” diamantes a partir do dióxido e carbono e manteiga de amendoim.

Esses componentes, por assim dizer, eram submetidos a pressões gigantescas (cerca de 1,3 milhões de vezes maiores do que a pressão atmosférica) em duas etapas distintas, tentando simular o que é encontrado no centro da Terra. Além das várias descobertas desses experimentos, o resultado de várias tentativas era o precioso diamante. Ou seja, ainda não é hora de começar a montar o seu estoque de manteiga de amendoim na esperança de que o precesso para tranformá-lo em pedras preciosas seja barateado. Isso, provavelmente, jamais vai acontecer.

Fonte: BBC

06/10/2017

Melancia pode ser um viagra natural, segundo cientista

A melancia pode ter um efeito semelhante ao Viagra, segundo um cientista da universidade de Texas A&M, nos Estados Unidos. Bhimu Patil, diretor do Fruit and Vegetable Improvement Center (Centro de Aprimoramento de Frutas e Vegetais) da universidade, afirma que a melancia tem ingredientes que produzem efeitos nos vasos sangüíneos semelhantes aos do Viagra e podem também aumentar a libido.

"Quanto mais nós estudamos a melancia, mais nós percebemos o quanto essa fruta é maravilhosa em fornecer fortificantes ao corpo humano", diz Patil em uma reportagem publicada no site de divulgação do Programa de Agricultura da Universidade, Agnews.

"Nós sempre soubemos que a melancia é boa para a saúde, mas a lista dos benefícios da fruta cresce a cada novo estudo."

Os ingredientes benéficos à saúde encontrados em frutas e legumes em geral são conhecidos como fitonutrientes. Na melancia, são encontrados fitonutrientes como o licopeno e o betacaroteno.

Mas o fitonutriente presente na melancia que tem atraído a atenção dos cientistas é a citrulina, que tem a habilidade de relaxar os vasos sangüíneos, da mesma forma que o Viagra o faz.

Quando a melancia é consumida, a citrulina é convertida em arginina por enzimas.


"A arginina estimula a produção de óxido nítrico, que relaxa os vasos, o mesmo efeito básico que o Viagra tem para tratar a impotência e até mesmo preveni-la", afirma Patil.

Os cientistas reconhecem que a impotência pode ser causada também por problemas psicológicos, mas afirmam que uma quantidade extra de óxido nítrico pode ajudar aqueles que precisam de um maior fluxo sangüíneo, o que também é útil no tratamento de problemas cardiovasculares.


"A melancia pode não ser tão direcionada ao órgão em questão como o Viagra, mas é uma ótima maneira de relaxar os vasos sangüíneos sem nenhum efeito colateral", afirma Patil.

A citrulina, precursora da arginina, é encontrada em maior concentração na casca da melancia do que na polpa. Como a casca não é normalmente ingerida, dois outros cientistas do Fruit and Vegetable Improvement Center tentam desenvolver novas variedades de melancia com maior concentração de citrulina na polpa.

Fonte: BBC

05/10/2017

Engenheiro cria ar condicionado que não usa energia elétrica

Alternativa pra economizar energia elétrica e poupar o planeta dos gases do efeito estufa. Uma pesquisa do engenheiro e professor de Stanford, Shanhui Fan, vem tendo repercussão mundial.

O pesquisador criou um ar condicionado sustentável que usa painéis para refrigeração, sem necessidade de energia. E mais: com baixa perda de água por evaporação. O processo, pouco explorado até agora,  vem sendo estudado desde 2013 pelo professor.


Radiação do céu

Esse sistema inovador, foi possível por um processo chamado “refrigeração pela radiação do céu”, algo que já ocorre naturalmente.

É feito um resfriamento do asfalto após o pôr do sol e o calor é irradiado para a atmosfera terrestre, até o espaço.

Economia de energia

Os resultados são mais incríveis ainda. O teste conseguiu economizar 21% da eletricidade usada em um prédio, por usar o sistema de compressão de vapor com um condensador resfriado por esses painéis.

A simulação ocorreu em prédios da cidade de Las Vegas, EUA, cidade bem quente e sem umidade, condições consideradas ideais para o teste.

Um problema que tiveram que superar nesse sistema foi o calor do sol, que poderia aquecer mais que o resfriamento pela radiação do céu.

Para resolver isso, os painéis foram cobertos com um filme óptico para refletir a luz solar recebida.

Esse filme é responsável por refletir 97% da energia solar recebida nos painéis. Sem esse calor foi possível obter o resfriamento abaixo da temperatura do ar, mesmo em um dia de sol.

03/10/2017

A adolescente dos EUA que viveu 118 dias sem coração

Uma adolescente norte-americana sobreviveu durante quase quatro meses sem coração, graças a um equipamento feito sob medida, que a manteve viva até que fosse submetida a um transplante, disseram médicos de Miami nesta quarta-feira (20).

Os médicos disseram que o fato é inédito em um paciente dessa idade, mas que há um caso na Alemanha de um adulto que sobreviveu durante nove meses sem coração.

A paciente D'Zhana Simmons, 14 anos, considerou "assustadora" a experiência de passar tanto tempo dependendo de uma máquina que bombeasse o sangue em seu corpo. "Você nunca sabe quando poderia dar um defeito", disse ela, praticamente sussurrando, numa entrevista coletiva no Centro Médico Jackson Memorial, da Universidade de Miami.


"Eu era como uma falsa pessoa, não existia de verdade, simplesmente estava ali", afirmou ela, que sofria de dilatação cardíaca, o que enfraquece o músculo.

Transplantes

Simmons foi submetida a um transplante em 2 de julho, mas o novo coração não funcionou bem e logo foi retirado. Duas bombas fabricadas pela empresa Thoratec, da Califórnia, então foram usadas para mantê-la viva enquanto ela se recuperava de vários problemas e acumulava forças para um novo transplante, que aconteceu em 29 de outubro.

Durante esse período, Simmons podia se deslocar, mas permaneceu internada.

Os médicos explicaram que, quando um coração artificial é usado, o coração natural do paciente costuma ser deixado no corpo - o que não foi o caso dela.

"Acreditamos que esta é o primeiro paciente pediátrico que recebeu tal dispositivo nesta configuração sem o coração, e possivelmente um dos mais jovens que já foi levado a transplante sem o coração nativo", disse o médico Marco Ricci, diretor de cirurgia pediátrica do hospital.

Simmons também sofreu insuficiência renal e teve de receber um transplante de rim na véspera do segundo transplante do coração.

Ricci disse que o prognóstico para ela é bom. Os médicos afirmam que há 50% de chances de que um paciente transplantado venha a precisar de um novo coração num prazo de 12 a 13 anos.

Fonte: G1

Há 29 mil anos, unicórnios siberianos andavam pela Terra

Por muito tempo, paleontólogos acreditaram que a espécie Elasmotherium sibiricum, conhecida como unicórnio siberiano, tinha sido extinta há 350 mil anos. Mas um crânio fossilizado encontrado no Cazaquistão recentemente mostra que essas criaturas existiram por muito mais tempo: até 29 mil anos atrás. 

A descoberta foi relatada em estudo publicado no periódico American Journal of Applied Science. O unicórnio em questão parece mais um rinoceronte com um chifre na testa do que o cavalo místico que carregamos na imaginação. De acordo com os pesquisadores, o animal tinha cerca de dois metros de altura, quatro de comprimento e chegava a pesar até quatro toneladas. E, apesar de seu tamanho e peso, é bem provável que só se alimentasse de grama. 


Os paleontólogos analisaram o crânio encontrado com a técnica de datação por radiocarbono, por meio da qual é possível determinar a idade de materiais de até 60 mil anos. Com isso, descobriram que o animal ao qual o crânio pertenceu morreu há cerca de 29 mil anos e provavelmente era um macho de idade avançada.

Mas por que esses unicórnios em específico existiram por mais tempo do que aqueles de 350 mil anos atrás? Os pesquisadores acreditam que foi por conta da migração. "Provavelmente o sul da Sibéria era um refúgio onde esse rinoceronte perseverou por mais tempo em comparação ao resto da espécie", disse o paleontólogo Andrey Shpanski em entrevista ao Phys. 

A equipe continuará analisando os dados relacionados aos unicórnios siberianos, focando nas condições ambientes e geológicas nas quais a espécie vivia. "Entender o passado nos permite fazer previsões mais precisas sobre processos naturais do futuro", afirmou Shpanski.

Fonte: Galileu

25/09/2017

Qual é a explicação científica para que alguns pratos fiquem mais gostosos no dia seguinte?

O mesmo de ontem, sobra ou requentado - como quiser chamar. Esses pratos que você cozinhou ontem e guardou na geladeira podem conter uma explosão de sabores que você não sentiu quando foram servidos pela primeira vez.

Em especial, guisados, molhos e sopas tendem a ter sabor muito melhor no dia seguinte. Isso não tem nada a ver com a sua memória ou com o fato de que, como você não teve de cozinhar, agora pode relaxar e desfrutar melhor da comida.

O segredo está nos próprios alimentos, seus ingredientes e as reações químicas que neles acontecem durante o cozimento, refrigeração e reaquecimento.

É claro que nem toda comida guardada de um dia para outro vai ter um sabor melhor.


Sabemos que uma salada, depois de ser temperada, fica murcha e pouco convidativa algumas horas após seu preparo. Pratos fritos perdem a textura crocante e o macarrão vira uma massaroca borrachenta e ressecada.

Peito de frango, sushi, peixe e mariscos também ficam pouco apetitosos dias após seu preparo. Por outro lado, um molho à bolonhesa ou um frango ao curry requentados… hummm! Não tem nada igual.

Química e Física

As receitas que melhoram de gosto de um dia para o outro têm algumas características em comum.

Pratos que contêm carne e molhos, por exemplo, combinam múltiplos ingredientes com propriedades aromáticas individuais. Entre eles estão a cebola, o alho, o pimentão e as ervas.

Durante o processo de cozimento, esses elementos sofrem uma série de reações químicas dentro de um ambiente complexo.

Os ingredientes aromáticos são os que mais reagem nesse meio, produzindo compostos de sabores e aromas que, por sua vez, interagem com a proteína das carnes e o amido das batatas e legumes.

Quando o prato esfria, é refrigerado e depois requentado, algumas dessas reações voltam a ocorrer, resultando em um melhor sabor.

Além disso, em um prato recém preparado, ingredientes como o alho e a cebola podem se sobressair demais, disputando a atenção do paladar uns contra os outros.

No dia seguinte, no entanto, já se mesclaram e se suavizaram, o que dá ao prato um sabor mais equilibrado.

Gorduras, ossos e músculos

As gorduras e os colágenos têm muito a ver com a alteração nos sabores.

Quando uma carne cozida esfria, o colágeno - um tipo de proteína presente nos músculos, ossos e outras partes do animal - que havia derretido durante o cozimento começa a se coagular na superfície da carne, "prendendo" muitos sabores.

Esse fenômeno se acentua ainda mais na carne moída porque há mais superfícies às quais o colágeno gelatinoso pode aderir.

O mesmo ocorre com os amidos. Quando são cozidos, ficam gelatinosos. Ao esfriar, os compostos de sabores presentes no molho ficam presos em suas estruturas.

Pedaços de batata, mandioca e banana usados como ingredientes em guisados ficam particularmente saborosos no dia seguinte.


Esse processo também tem influência positiva sobre a textura da comida, que pode ficar mais espessa e cremosa. O mesmo ocorre em pratos à base de carne. Quando esfriam e são requentados, tornam-se mais viscosos porque as fibras da proteína se decompõem, liberando o material gelatinoso que fica entre as células.

Cada vez que a proteína esfria e é reaquicida, mais quantidades dessa substância são liberadas, espessando o líquido que envolve a carne.

Porém, esse processo não deve ser repetido em demasiado. Quando é requentada muitas vezes, a carne tende a ficar fibrosa.

Recomendações

Para obter o melhor resultado possível, é preciso que sejam obedecidas certas regras básicas de preparo, refrigeração e armazenamento do alimento.

No preparo de molhos ou cozidos à base de carne, recomenda-se primeiro que a carne seja dourada em fogo alto.

Isso provoca a chamada reação de Maillard, uma série de interações químicas entre os açúcares e os aminoácidos presentes no alimento que transforma o sabor, o aroma e a cor da comida.

Por razões de saúde, alimentos cozidos que não forem consumidos até cerca de duas horas após o preparo devem ser refrigerados imediatamente. O alimento deve estar frio - o que evita a proliferação de bactérias dentro do refrigerador.

Recomenda-se que a comida seja armazenada em vasilhas pequenas, com tampa. Isso permite uma refrigeração rápida e, depois, o reaquecimento de porções individuais.

Durante o reaquecimento, evite expor a comida a uma chama alta e prolongada. Isso destrói o sabor do alimento.

É melhor que a sopa, o cozido ou o molho sejam aquecidos rapidamente até o ponto de ebulição e, a partir daí, sejam mantidos em fogo brando até que todo o conteúdo da panela ultrapasse os 75 graus Celsius.

E para concluir, vale dizer que muitos chefs atribuem o "sabor melhor" no dia seguinte a um fator psicológico.

É que quando estamos cozinhando, ele dizem, acabamos nos acostumando aos aromas dos ingredientes. No entanto, quando os requentamos, nosso olfato está "fresco", o que aumentaria nossa percepção dos diferentes perfumes.

Fonte: G1
 
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