Corpo Humano
Mostrando postagens com marcador Corpo Humano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Corpo Humano. Mostrar todas as postagens

23/01/2018

Falta de higiene bucal pode causar nascimento de bebês prematuros, segundo especialistas

No período da gestação, tornou-se cada vez mais comum o trabalho em conjunto entre diversas especialidades da área da saúde para promover o bem-estar da mãe e do bebê. A odontopediatra, área ainda pouco conhecida, adota cuidados com a saúde da gestante e do bebê, sendo responsável pelo pré-natal odontológico ou odontologia intrauterina.

Segundo Déborah de Carvalho Gimenes, odontopediatra, para beneficiar a saúde do bebê, a gestante deve fazer o pré-natal odontológico, quando receberá orientações sobre o controle da placa bacteriana (hoje chamada de biofilme dentário), por meio da escovação correta, do uso do fio dental e uso adequado do flúor.


A especialista explica que hábitos e doenças da gestante podem prejudicar a formação dos dentes da criança. Ela orienta que sejam realizadas até quatro consultas com orientações odontológicas especiais durante a gravidez.

Quando estes cuidados não acontecem durante a gestação, há riscos de descalcificação da estrutura dental, o que acarreta no surgimento de cáries, causada por bactérias existentes na cavidade bucal e que gera uma transmissão de mãe para filho através da saliva.

Algumas pesquisas científicas apontaram bebês prematuros e com baixo peso em mães que apresentaram saúde bucal insuficiente durante a gestação. Grávidas com o problema periodontal apresentam 3,5 vezes maior probabilidade de terem seus bebês com baixo peso e prematuros, isto pode se sedimentar no fato de mulheres grávidas com problemas de gengiva, e que apresentam níveis acentuados de prostaglandinas, que é um potente indutor de parto prematuro, no fluido gengival.

07/10/2017

Por que a pele fica vermelha e descasca quando ficamos no Sol?

A queimadura solar é causada pela radiação ultravioleta do sol. As células da nossa pele, naturalmente estão sempre se renovando, o organismo se livra delas de tempos em tempos como forma de garantir proteção. Essa renovação é imperceptível, algumas células ficam na nossa cama durante o sono, outras caem durante o banho, enfim... Elas se renovam educadamente!

Quando tomamos sol a radiação atravessa a epiderme – aquela camada mais superficial da pele – e acaba atingindo as células basais da nossa pele. Essa radiação ultravioleta acaba alcançando o núcelo de nossas células da pele e atingem diretamente o DNA. Esse estímulo resulta na produção de um dímero que faz com que o organismo reconheça e desencadeie mecanismos de defesa. 


Isso tudo resulta na produção de melanina para evitar que raios UV prejudiquem mais células da pele. O resultado é o bronzeado ou aquele vermelho-pimentão nas pessoas mais brancas.

Pele-descamando

A reação quase imediata do organismo pode ser tardia e o que resta ao organismo é se livrar de uma vez das células que “adoeceram” com tanta exposição aos raios UV. Isso é necessário porque as células danificadas pelo sol estão em risco de “perder o controle” e se tornar um câncer. Devido a este perigo, todas as células danificadas são instruídos a cometer uma espécie de suicídio por mecanismos de reparo dentro destas células. Este suicídio em massa das células resulta na expulsão de camadas inteiras da pele danificada, para que seja substituídas por outras células novinhas. Assim, ajude seu organismo a evitar o trabalho duro de se livrar de celulas doentes: use bloqueador solar sempre!

04/10/2017

Você sabia que é possível aprender dormindo?

O aprendizado durante o sono sempre foi uma promessa vazia, sem comprovação científica. Mas um estudo realizado pela Northwestern University acaba de provar que, sim, é possível aprender dormindo. Voluntários foram expostos a 50 imagens, mostradas em sequência numa tela. Cada imagem tinha um som associado: a foto de um gato era acompanhada por um miado, uma dinamite por uma explosão, e por aí vai. Em seguida, os voluntários foram dormir.

Quando eles entraram na fase de ondas cerebrais lentas, em que o sono é mais profundo, os cientistas tocaram os sons (o miado, a explosão etc.). Metade dos voluntários ouviu esses sons enquanto dormia. A outra metade não.


Todos foram acordados e passaram por um teste de memória. Quem tinha sido exposto aos sons enquanto dormia se deu melhor – se lembrou de mais figuras e foi mais preciso quanto à posição de cada uma na tela. “Nossos resultados mostram que informações recebidas durante o sono podem influenciar a memorização”, conclui o estudo, que confirmou uma descoberta similar feita por neurologistas alemães.

Isso não significa que seja possível aprender qualquer coisa durante o sono. Além disso, o aprendizado noturno exige que a pessoa tenha contato prévio, acordada, com o que deseja aprender. Ainda não chegou a hora de trocar os livros pelo travesseiro.

25/09/2017

Vigorexia: o transtorno que faz com que homens não consigam parar de malhar

A obsessão por um corpo “perfeito” também é uma realidade masculina. Ainda que a cobrança seja muito mais forte com as mulheres, é cada vez maior o número de homens que lutam incansavelmente para conseguir o “corpo dos sonhos”.

A vigorexia é, basicamente, o nome dado ao transtorno de autoimagem que faz com que muitos homens simplesmente não consigam deixar de fazer musculação, em busca de um corpo com a musculatura extremamente definida – essa prática excessiva de musculação aumentou 45% entre os homens.


Essa é uma questão nova, mas que vem ganhando cada vez mais atenção, como no livro escrito Brian Cuban sobre a autoimagem masculina: “Eu sentia que havia uma falta de compreensão sobre a autoimagem masculina e transtornos alimentares masculinos, especialmente o transtorno dismórfico corporal”, explicou o autor em uma declaração publicada no The Huffington Post.

Preocupação em excesso

Cuban acredita que é importante voltar estudos sobre autoimagem para o público masculino, uma vez que isso sempre foi considerado um problema exclusivamente feminino. Para Kate Fridkis, é preciso aumentar o número de campanhas que valorizam todos os tipos de corpos masculinos, assim como já acontece com o corpo feminino. Ela afirma também que homens deveriam ser incentivados a falar sobre questões de autoestima com mais frequência.

De acordo com Sheri Jacobson, da clínica Harley Therapy, a vigorexia pode ser o resultado de homens que se preocupam demais com a aparência e que acreditam que são defeituosos de alguma forma, sempre acreditando que não estão musculosos o suficiente.


O jornalista e editor da revista Men’s Health, Jonathan Thompson, concorda. Ele diz que os homens estão cada vez mais condicionados a pensar que precisam ter barriga de tanquinho, peitoral largo e braços grandes. Para ele, muitos homens acreditam que uma forma física extremamente musculosa os faria sentir mais bem-sucedidos, atraentes e poderosos.

Outros pontos de vista

No entanto, é preciso não confundir esse transtorno com quem é adepto do fisiculturismo ou com homens que malham normalmente, nos lembra o personal trainer Rob Blakeman. “Existem, é claro, muitas razões pelas quais os homens vão querer parecer excessivamente musculosos”, ele diz, afirmando que o uso de termos “pseudocientíficos” não contribui para nada.

O fato é que a prática de atividades físicas é algo saudável e nos faz bem, especialmente pela liberação de endorfinas; porém, assim como o álcool, é possível que ela se torne um vício, que só não é visto ainda como tal porque traz benefícios para a saúde. A questão é que até mesmo uma coisa saudável, quando em excesso, tem seus efeitos negativos.

No caso das atividades físicas, quando praticamos excessivamente, podemos ter rupturas musculares e problemas de rim e de fígado, por exemplo. Além disso, em termos de saúde mental, há aumento de casos de depressão, agressão e ansiedade entre pessoas que passam dos limites na academia.

Ajuda

O ideal é sempre realizar uma autoavaliação psicológica e tentar descobrir o que pode motivar uma pessoa a malhar em excesso. Geralmente, existem traumas de infância por trás dessa busca obsessiva por um corpo perfeito, e, em alguns casos, a terapia psicológica é uma boa forma de encontrar uma solução para o problema.


Pedir a opinião de amigos e familiares também é uma atitude bastante válida, e se essas pessoas demonstrarem que estão preocupadas, é um sinal de que talvez esteja na hora de pegar leve na academia e, se for difícil demais diminuir o ritmo, buscar ajuda psiquiátrica e/ou psicológica – não há nada de errado em pedir ajuda a profissionais. É difícil aceitar que talvez isso seja necessário, mas essa aceitação é fundamental também.

Igualmente importante é ter sempre em mente que descansar é fundamental para que nosso corpo tenha saúde e consiga recuperar as energias. Tratar a si mesmo como uma máquina nunca é um bom negócio.

Fonte: Megacurioso

22/09/2017

Você sabia que nós humanos podemos literalmente morrer de rir?

Ah, como é gostoso ver alguém rindo e até mesmo quando a gente tem uma crise de risadas. Quase sempre associamos esse fato à felicidade, alegria e momentos divertidos. Rir é contagiante e faz bem à alma. Muito melhor o riso do que o choro, concorda? Bom, nem sempre isso é verdade.


Para quem não sabe, rir em excesso pode fazer mal, trazer graves consequências e acaba levando até à morte. É verdade e isso tem até nome. Chama-se hilaridade fatal, termo adotado em 1956. Existem, inclusive, muitos casos de morte provocadas por crises de risadas desde a antiguidade até os dias de hoje!

Causas e consequências de uma crise de riso

Um estudo recente divulgado pela revista britânica British Medical Journal (BMJ) revelou que o riso em excesso pode causar danos à saúde, pois os tecidos pulmonares se rompem e se dilatam. Isso causa engasgamentos, falta do ar, provoca desmaios, arritmia cardíaca e enfisema, entre muitos outros problemas.


Pessoas asmáticas correm muitos riscos. Uma crise de riso pode ocasionar um ataque ou até mesmo um pneumotórax, que é conhecido também como “pulmão em colapso”. Isso acontece quando ocorre um acúmulo de ar na cavidade pleural. Pessoas com problemas musculares também perdem toda sua força.


A revista Splitsider publicou, em 2011, um levantamento que aponta que 6% da população têm algum aneurisma cerebral e não sabem disso. Essas pessoas correm um sério risco de romper uma veia no cérebro após rir sem parar. A chance de ruptura em pessoas com problemas coronários também é grande, causando um ataque cardíaco e até a morte.

Literalmente, morrendo de rir

Existem algumas mortes históricas e modernas consequentes da hilaridade fatal. O filósofo grego Crisipo de Solis não se aguentou e caiu na risada após dar vinho e figo ao seu burro. Esse literalmente morreu de rir ao ver o bicho comendo e bebendo. A graça disso tudo, ficaremos sem saber.

Por algum motivo, Pietro Aretino morreu sufocado após rir sem parar. Isso aconteceu em 1556. Mais recentemente, em 1975, Alex Mitchell assistia a um episódio de The Goodies e morreu de insuficiência cardíaca após 25 minutos rindo incontrolavelmente. A viúva mandou uma carta para a produção da série agradecendo pelo “final feliz” do marido.

Sorrir ou não sorrir, eis a questão

Porém, existem muitos estudos que comprovam que o ditado está certo: rir é o melhor remédio. Há relatos que uma boa crise de riso diminui o stress, a raiva, a ansiedade, melhora o humor, a autoestima e até mesmo afasta a depressão. Também diminui o sentimento de solidão e a concentração de açúcar no sangue (diabéticos, vamos rir!).

Além disso, o risco de infarto do miocárdio e tensão cardiovascular é muito menor, sem falar que ajudou consideravelmente no aumento da função pulmonar. Não é à toa que a visita de palhaços tem se mostrado eficaz no tratamento de crianças e adultos em hospitais e clínicas de tratamento no mundo inteiro.

Um teste foi feito com mulheres que queriam engravidar e se submeteram a um processo de inseminação artificial. Elas foram divididas em dois grupos: um deles recebeu a visita de palhaços com um espetáculo, o outro não. O processo deu certo em 36% das mulheres que receberam contra 20% das que não viram o espetáculo.

Fonte: O Globo

13/09/2017

Maconha causa mais câncer que o cigarro, segundo estudo

Cientistas da Nova Zelândia, fizeram um alerta: fumar um cigarro de maconha equivale a um maço de cigarros de tabaco em termos de risco de câncer de pulmão. Isso pode chocar muitos adeptos da erva, mas o alerta dos cientistas tem um motivo: uma "epidemia" de câncer de pulmão associada à maconha pode acontecer.

Esse tipo de estudo não é novidade nenhuma, outros já haviam demonstrado que a maconha causa câncer, só que poucos desses estudos estabeleceram um vínculo tão forte entre o uso da droga e a real incidência do câncer de pulmão.

Os cientistas disseram que a maconha lesa mais as vias aéreas porque sua fumaça contém o dobro de substâncias cancerígenas, como os hidrocarbonetos poliaromáticos, em relação aos cigarros de tabaco, em um artigo publicado na revista European Respiratory Journal.

Existe ainda outro fator que colabora para isso, trata-se da forma de consumo. Ela aumenta o risco, já que os "baseados" são normalmente fumados sem um filtro adequado e até a ponta, o que aumenta a quantidade de fumaça inalada. O fumante de maconha traga mais longa e profundamente, o que facilita o depósito das substâncias cancerígenas nas vias aéreas.


"Os fumantes de maconha terminam com cinco vezes mais monóxido de carbono na corrente sanguínea [do que os tabagistas]", disse por telefone o coordenador do estudo, Richard Beasley, do Instituto de Pesquisa Médica da Nova Zelândia.

"Há concentrações mais altas de substâncias cancerígenas na fumaça de maconha. O que nos intriga é que haja tão pouco trabalho feito a respeito da maconha e tanto trabalho sobre o tabaco."

Os pesquisadores entrevistaram 79 pacientes de câncer de pulmão, na tentativa de identificar os principais fatores contribuintes, como tabagismo, histórico familiar e ocupação. Os pacientes responderam sobre o consumo de álcool e maconha.

Neste grupo de alta exposição, o risco de câncer de pulmão cresceu 5,7 vezes para pacientes que fumaram mais de um "baseado" por dia durante dez anos, ou dois "baseados" por dia durante 5 anos - isso já levando em conta outras variáveis, como o tabagismo.

"Embora nosso estudo abranja um grupo relativamente pequeno, mostra claramente que o consumo de maconha por longo prazo aumenta o risco de câncer de pulmão", escreveu Beaseley.

"O uso da maconha já pode ser responsável por um em cada 20 casos de câncer de pulmão diagnosticados na Nova Zelândia", acrescentou ele.

"No futuro próximo, podemos ver uma 'epidemia' de câncer de pulmão ligado a esta nova substancia cancerígena. E o risco futuro provavelmente se aplica a muitos outros países, onde o crescente uso da maconha entre os jovens adultos e adolescentes está se tornando um grave problema de saúde pública."

Fonte: O Globo

30/08/2017

Limpeza errada dos ouvidos com cotonetes pode provocar lesões e até estourar seu tímpano

Limpar os ouvidos com hastes flexíveis (popularmente conhecidas como cotonetes), ato que parece inofensivo à primeira vista, pode causar diversas lesões, até mesmo a perda da audição. Isso acontece porque os canais auditivos são estruturas anatômicas e seu formato nos impede de ver o que estamos fazendo durante a limpeza.

O otorrinolaringologista do Hospital Le Forte, Jamal Azzam, alerta que o mau uso do produto pode causar até mesmo fraturas nos ossos. “Com o cotonete podemos causar desde um machucado na pele do canal do ouvido, até perfuração da membrana do tímpano ou fraturas nos ossinhos do ouvido: martelo, bigorna e estribo”, diz.


As lesões no canal auditivo podem gerar dor, sangramento, audição abafada e zumbido ou chiado no ouvido, de acordo com Azzam. Além disso, os ferimentos podem trazer sequelas como a surdez. Segundo ele, a perda de audição é causada, entre outros fatores, por problemas no ouvido médio, como a perfuração da membrana do tímpano. Normalmente o organismo consegue reconstituir a membrana em até 60 dias, mas se isso não acontece, é necessária uma intervenção cirúrgica e as chances de o dano ser definitivo são grandes, complementa.

“Tive um caso inusitado no qual o pai de uma criança de três anos estava deitado dormindo quando ela pegou o cotonete e enfiou dentro do ouvido dele, perfurando a membrana”, conta o médico. Neste caso, o homem ficou parcialmente surdo e precisou ser operado para que sua audição voltasse ao normal.

A cirurgia é indicada nos casos mais graves, mas o otorrinolaringologista pode prescrever antibióticos para o tratamento quando a lesão é mais branda. Para evitar essas complicações, Azzam ensina qual a forma correta para higienizar os ouvidos e orelhas. “O método correto é não introduzir nada além da entrada do canal auditivo. Somente colocar um pedaço de pano ou papel higiênico no dedo e passar por fora, até a entrada do ouvido”.

Soluções eficientes 

Um dos motivos que levam ao uso indevido das hastes flexíveis é a sensação de acúmulo de cera no canal auditivo. O principal sintoma é a audição tampada e, nestes casos, o especialista indica uma consulta médica. “A única forma que existe é uma avaliação médica com otorrinolaringologista para que possa ser detectado se o problema é a cera e, se for, só o medico pode retirar”, alerta.


A coceira, em pacientes com alergia, também pode causar o uso indevido. Uma solução neste caso é limpar o local com óleo de amêndoas, mas, se o sintoma for recorrente, deve-se procurar um otorrinolaringologista. Se cair água dentro do canal auditivo, o médico indica aguardar de um dia para o outro, pois “a água normalmente evapora nesse período, desentupindo o canal”. Se isso não acontecer, é necessário recorrer ao médico.

 “Receitas das avós”

É importante tomar bastante cuidado com as receitas caseiras para aliviar dor, desentupir e limpar o ouvido. Azzam afirma que colocar algodão com azeite ou pingar álcool dentro dos ouvidos não são procedimentos corretos. Entretanto, para aliviar a dor, nossas avós acertavam quando esquentavam um pano seco e colocavam na região das orelhas.

Fonte: Band

04/08/2017

Vício em café pode ser considerado um transtorno mental, segundo estudo

Cientistas descobriram mais um malefício do excesso de café no corpo humano. Uma nova pesquisa afirma que o excesso de cafeína pode causar transtorno mental temporário e síndrome de abstinência.

O estudou foi publicado na nova edição do Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders. O periódico é considerado um manual de referência para psicólogos e psiquiatras no tratamento de doenças mentais.

Entre os sintomas da intoxicação estão inquietação, nervosismo, excitação, rubor, desconforto gastrointestinal, espasmos musculares, confusão na fala, insônia e alteração do ritmo cardíaco. Quem exagerou no café e sofre cinco ou mais desses sintomas pode estar com intoxicação.


Para aliviar o problema é preciso cortar o consumo, que também tem algumas complicações, como fadiga, dor de cabeça, dificuldade em se concentrar e depressão leve. Esses sintomas de abstinência de cafeína são transitórios.

Alguns especialistas consideram a inclusão da intoxicação e da abstinência no manual um exagero. Mas o psicólogo Alan Budney explica que a sociedade precisa ficar atenta aos efeitos da cafeína, que está cada vez mais presente na rotina das pessoas.

Segundo o especialista, o tópico exige seriedade, mesmo que seja uma questão controversa. Alguns consumidores podem não estar cientes da dependência física causada pelo café.

A cafeína é uma das substâncias mais usadas no mundo para aumentar o desempenho. O estimulante de sabor amargo acelera o sistema nervoso central, o que faz a pessoa se sentir acordada, alerta e com mais energia.

Mas vale ressaltar que a cafeína não é a única substância que causa intoxicação. Esse tipo de transtorno está associado também ao uso de álcool, nicotina, maconha e alucinógenos. O uso dessas substâncias podem alterar o comportamento, os processos mentais e causar sintomas físicos.

Fonte: Exame

28/06/2017

Como um osso quebrado se regenera?

Aqui no site da Curiozone você já ficou sabendo por que o pênis encolhe no frio, ficou sabendo quantos espermatozóides são produzidos por um homem e até descobriu que rir é o melhor remédio, hoje chegou a vez de você conhecer mais sobre o corpo humano e entender como um osso pode se regenerar. No artigo de hoje você vai ver que no osso em até duas semanas, o "calo", formado por tecido fibroso e cartilaginoso, consegue unir as extremidades da fratura com a parte intacta do osso.


Quando um osso se quebra, os vasos sanguíneos em seu interior se rompem, causando sangramento e a formação de um coágulo. O local inflama, mas, em 24 horas, as extremidades dos vasos rompidos são vedadas, estancando quase por completo a hemorragia.


A região da fratura fica cheia de pedacinhos do osso quebrado e tecidos mortos, que são removidos pela ação de células chamadas osteoclastos. Elas fagocitam (“comem” e “digerem”) esses fragmentos. O processo pode durar semanas, dependendo do tamanho da lesão.


Desde as primeiras horas após a contusão, também entram em ação os angioblastos, células responsáveis pela formação dos vasos sanguíneos. Elas darão origem a novos vasos dentro do osso e irão reparar outros que se romperam com a fratura.


Ao mesmo tempo, a medula óssea começa a se regenerar. Composta basicamente de sangue e gordura, ela fica dentro do canal medular do osso, que vai sendo preenchido por novas células.


A reconstituição óssea em si se dá a partir de duas membranas bastante vascularizadas: o periósteo e o endósteo. Enquanto o periósteo envolve por completo os ossos, o endósteo é uma camada mais fina que os reveste internamente.


Tanto o periósteo quanto o endósteo têm capacidade de produzir as células chamadas osteoblastos, que darão origem ao tecido ósseo. Um ou dois dias após a fratura, os osteoblastos já começam a invadir o interior e a superfície do coágulo.


A deposição de osteoblastos no local da fratura leva à formação do calo ósseo, que surge tanto externamente quanto internamente. Enquanto isso, o coágulo vai diminuindo, pois as células que o formam continuam sendo “devoradas” pelos osteoclastos.


Em até duas semanas, o calo, formado também por tecido fibroso e cartilaginoso, consegue unir as extremidades da fratura com a parte intacta do osso. Em seis semanas, a fissura desaparece.


A fase seguinte, que pode durar meses, é a da consolidação, quando ocorre a calcificação do osso. O cálcio, que confere resistência aos ossos e chega ao local pela corrente sanguínea, ajuda a reparar de vez o estrago.


A etapa final e mais longa da regeneração óssea – pode levar até dez anos – é a remodelagem. Os osteoclastos atacam de novo, “lixando” a superfície do osso para reduzir o calo. Ao final, a área da fratura, que até então permanecia mais suscetível a quebras, volta a ter a resistência de antes.

Curiosidades sobre o osso

O osso é um dos poucos órgãos capazes de se regenerar por conta própria. Mas, claro, ele não faz mágica. É por isso que, na maioria das vezes, é preciso uma ajudinha médica para que eles colem na posição correta. É quando entram em ação o bom e velho gesso e, em casos mais graves, os pinos de metal.

Muita gente que já sofreu alguma fratura reclama de dores no local quando o tempo esfria. Isso ocorre porque, em geral, a elasticidade da área que quebrou e do resto do osso fica diferente. Nas mudanças de temperatura acaba rolando um estresse nessa região, o que causa a dor.

Ilustrações por: Lauro Henriques Jr./Mundo Estranho

 
Copyright © 2018 Curiozone OLD // Todas as imagens de filmes, séries e etc são marcas registradas de seus respectivos proprietários